O Diabetes Mellitus é uma doença metabólica de alta prevalê...

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Q3836020 Medicina
O Diabetes Mellitus é uma doença metabólica de alta prevalência com complicações agudas e crônicas graves. Acerca do diagnóstico e das complicações do diabetes, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O diagnóstico de Diabetes Mellitus pode ser estabelecido por uma glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, ou uma hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%, confirmadas em duas ocasiões distintas.
(__)A Cetoacidose Diabética, complicação aguda comum no Tipo 1, caracteriza-se por hiperglicemia, acidose metabólica com hiato aniônico (anion gap) elevado e presença de corpos cetônicos no sangue ou urina.
(__)O rastreamento de microalbuminúria em pacientes com Diabetes Tipo 2 deve ser iniciado apenas após dez anos do diagnóstico, dado o longo período de latência para o desenvolvimento da nefropatia diabética.
(__)A Retinopatia Diabética proliferativa é definida pela presença de neovascularização, sendo a principal causa de cegueira irreversível em adultos na idade produtiva.
(__)O uso de inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2) está associado a um aumento do risco de hipoglicemias graves, superando o risco apresentado pelas sulfonilureias de primeira geração.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O item eliminatório é o terceiro: no DM2, o rastreamento de albuminúria deve começar no diagnóstico, não após 10 anos. Somado ao fato de que iSGLT2 têm baixo risco intrínseco de hipoglicemia, a sequência correta fica definida como V, V, F, V, F.

Tema central: Diabetes: diagnóstico e complicações
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque torna falso o item 2, que deve ser verdadeiro pela tríade hiperglicemia, cetose e acidose metabólica com anion gap elevado, e também marca o item 3 como verdadeiro, embora no DM2 o rastreamento de albuminúria deva iniciar no diagnóstico, não após 10 anos.
B
Errada
Incorreta porque marca o item 1 como falso e o item 3 como verdadeiro. O item 1 está de acordo com os critérios diagnósticos laboratoriais usuais do diabetes quando se exige confirmação em nova ocasião na ausência de hiperglicemia inequívoca. Já o item 3 permanece falso pelo erro temporal do rastreamento de albuminúria no DM2.
C
Errada
Incorreta porque torna falsos os itens 1 e 4 e verdadeiro o item 5. O item 4 é verdadeiro, pois retinopatia proliferativa é definida por neovascularização. O item 5 é falso por erro farmacológico: iSGLT2 não estimulam diretamente secreção de insulina e não superam as sulfonilureias em risco de hipoglicemia grave.
D
Certa
A alternativa D é a única que respeita todos os critérios médicos cobrados. O item 1 é verdadeiro porque glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL ou HbA1c ≥ 6,5% sustentam diagnóstico de DM, com confirmação em outra ocasião quando não há descompensação hiperglicêmica inequívoca. O item 2 é verdadeiro porque a cetoacidose diabética se caracteriza por deficiência de insulina com hiperglicemia, cetose e acidose metabólica com hiato aniônico elevado. O item 3 é falso porque, no DM2, a pesquisa de albuminúria deve começar no momento do diagnóstico, já que a doença pode estar presente por anos antes da identificação clínica. O item 4 é verdadeiro porque o marcador definidor da retinopatia diabética proliferativa é a neovascularização. O item 5 é falso porque iSGLT2 reduzem glicemia por glicosúria e, isoladamente, têm baixo risco de hipoglicemia, ao contrário das sulfonilureias, que aumentam secreção de insulina e hipoglicemiam mais.
E
Errada
Incorreta porque marca o item 4 como falso e o item 5 como verdadeiro. Isso contraria a classificação da retinopatia diabética, em que a neovascularização define a forma proliferativa, e contraria o perfil farmacológico dos iSGLT2, cujo risco de hipoglicemia é baixo quando comparado ao das sulfonilureias.
Pegadinha da questão
A banca explorou principalmente a troca entre DM1 e DM2 no início do rastreamento renal: no DM2, a albuminúria é pesquisada desde o diagnóstico. Também tentou induzir erro ao atribuir aos iSGLT2 o perfil de hipoglicemia típico das sulfonilureias.
Dica para questões semelhantes
  • Em DM2, lembre que complicações microvasculares podem já estar presentes ao diagnóstico; por isso, o rastreamento de albuminúria começa imediatamente.
  • Para reconhecer CAD, procure o trio fisiopatológico: hiperglicemia, cetose e acidose metabólica com anion gap elevado.
  • Na retinopatia diabética, o critério definidor da forma proliferativa é neovascularização, não apenas lesões de retinopatia não proliferativa ou edema macular.
  • Em farmacologia do diabetes, diferencie quem provoca hipoglicemia por aumentar secreção de insulina, como sulfonilureias, de quem tem baixo risco intrínseco, como iSGLT2.

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