O estado hiperglicêmico hiperosmolar é uma complicação agud...

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Q1088937 Medicina
O estado hiperglicêmico hiperosmolar é uma complicação aguda do diabetes mellitus que apresenta mortalidade de aproximadamente 15%. Em relação a essa complicação, assinale a alternativa correta:
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Tema central: O estado hiperglicêmico hiperosmolar (EHH) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, predominando em idosos com DM2, caracterizando-se por hiperglicemia intensa (geralmente >600 mg/dL), hiperosmolaridade plasmática e ausência de cetoacidose significativa, com elevada mortalidade.

Por que a alternativa B é correta?
A alternativa B afirma que, no EHH, existe deficiência relativa de insulina suficiente para evitar lipólise e cetogênese. Segundo o Manual de Orientação Clínica – Diabetes Mellitus, seção 4.1.1: “No EHNC, a concentração de insulina, insuficiente para promover utilização de glicose periférica, ainda é adequada para suprimir a lipólise e a cetogênese, ocorrendo hiperglicemia sem cetoacidose.” Assim, ainda ocorre hiperglicemia descompensada (por falha na captação periférica), mas sem grande elevação de corpos cetônicos como na cetoacidose diabética (CAD).

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. A confusão/desorientação decorre de hiperosmolaridade, mas sintomas neurológicos costumam aparecer com osmolalidade efetiva ≥320 mOsm/kg, não necessariamente ≥350 mOsm/kg.

C) Incorreta. O valor típico de osmolalidade efetiva no EHH é ≥320 mOsm/kg, não ≥380 mOsm/kg. Além disso, acidose (pH >7,3; HCO3 >15 mmol/L) realmente está ausente ou é leve, o que está correto, porém o número chave está errado.

D) Incorreta. O coma é raro em EHH e costuma estar associado a osmolalidade >340-350 mOsm/kg. O valor ≥380 mOsm/kg não é o parâmetro utilizado nas diretrizes.

E) Incorreta. A resolução do EHH não exige normalização total da glicemia (<150 mg/dL) nem “redução gradual da consciência”. Os critérios incluem: melhora do estado mental, normalização progressiva da osmolalidade (<320 mOsm/kg) e estabilização hemodinâmica. A diminuição da consciência indica piora, não melhora.

Dicas para prova:
Sempre atente aos valores de corte (osmolalidade, glicemia) sugeridos e ao contexto clínico entre EHH e CAD. Muitas bancas trocam propositalmente valores ou confundem fisiopatologia de EHH e cetoacidose.

Resumo dos critérios diagnósticos do EHH:
• Glicemia >600 mg/dL
• Osmolalidade efetiva ≥320 mOsm/kg
• pH >7,3 e bicarbonato >15 mmol/L
• Ausência de cetoacidose significativa

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O estado hiperglicêmico hiperosmolar é uma complicação aguda do diabetes mellitus que pode ser fatal e apresenta uma mortalidade de cerca de 15%. Os sintomas comuns incluem desidratação, letargia e desorientação, que estão relacionados ao aumento da osmolalidade sérica, que é igual ou superior a 350mOSm/kg. A alternativa B está incorreta, pois o estado hiperglicêmico hiperosmolar é caracterizado por uma deficiência relativa de insulina, que é suficiente para evitar a lipólise e a cetogênese. A alternativa correta é a C, que destaca as principais alterações encontradas no estado hiperglicêmico hiperosmolar, incluindo glicemia acima de 600 mg/dL, hiperosmolalidade (osmolalidade sérica efetiva ≥380 mOsm/kg) e depleção de volume na ausência de cetoacidose significativa (pH >7,3 e HCO3 >15 mmol/L). O coma é raro, mas pode estar associado a uma osmolalidade sérica superior a 380 mOsm/kg. Os critérios de resolução incluem a normalização da glicemia (<150mg/dl), redução gradual da consciência e osmolalidade plasmática abaixo de 300mOsm/kg.

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