Em relação ao teratoma maduro de ovário, é correto afirmar que
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Tema central: Teratoma maduro de ovário (cisto dermoide) — tumor germinativo benigno, comum em adolescentes e mulheres em idade reprodutiva. Diagnóstico é sobretudo por imagem e a conduta visa preservar fertilidade.
Alternativa correta: A
O teratoma maduro é tumor germinativo benigno e é a neoplasia ovariana mais frequente em crianças e adolescentes, além de ser o tumor ovariano benigno mais comum em idade reprodutiva. Evidências: ACOG e UpToDate relatam predominância dos teratomas maduros nessa faixa etária e entre os tumores ovarianos pediátricos. (ACOG Committee Opinion: Adnexal masses in adolescents; UpToDate: Benign and malignant ovarian germ cell tumors; Berek & Novak’s Gynecology).
Por que as demais estão incorretas?
B. A bilateralidade não é 90%; ocorre em cerca de 10–15% dos casos. Deve-se avaliar o ovário contralateral, mas o número citado invalida a afirmação. (Williams Gynecology; UpToDate).
C. Ooforectomia não é de rotina. O tratamento preferido é cistectomia (ressecção do cisto) com preservação do parênquima, pois a recidiva é baixa (~3–10%) e o tumor é benigno. Ooforectomia fica para casos com ovário inviável, recidivas extensas ou suspeita de malignização. (ACOG; Berek & Novak).
D. A torção pode ocorrer e é uma das complicações mais comuns do teratoma maduro, especialmente entre 5–10 cm. Dor súbita em FID/FIG e náuseas sugerem torção — urgência cirúrgica. Dizer “nunca ocorre” é falso. (UpToDate; ACOG).
E. Identificar dente/osso no interior do cisto em US/TC (sinal do nódulo de Rokitansky, gordura, calcificações) é praticamente diagnóstico de teratoma maduro. PET-CT não é indicado de rotina. Marcadores tumorais (AFP, β-hCG) são geralmente normais. (Radiopaedia; UpToDate).
Dicas diagnósticas de prova
- Ultrassom: ecos hiperecogênicos com “tip of the iceberg”, linhas/pontos ecogênicos e nódulo de Rokitansky.
- TC: presença de gordura e calcificações/“dente” confirma o diagnóstico.
- Complicações: torção, ruptura com peritonite química, infecção, raríssima transformação maligna (1–2%, sobretudo pós-menopausa).
Conduta resumida
- Assintomática e pequena: acompanhamento individualizado.
- Sintomática, >5–6 cm, crescimento ou dúvida diagnóstica: cistectomia por via minimamente invasiva quando possível.
- Preservar fertilidade sempre que viável.
Estrategia de prova: reconheça palavras-chave como “adolescente”, “gordura/dente em imagem”, “benigno”, “cistectomia” e “torção possível”. Desconfie de percentuais extremos (ex.: 90% de bilateralidade) e indicações excessivas de ooforectomia ou PET-CT em quadros típicos.
Gabarito: A
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