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Q3575358 Fisioterapia
Considerando a especialidade Fisioterapia na Saúde da Mulher, reconhecida pela Resolução COFFITO n.º 372/2009 e regulamentada pela Resolução n.º 401/2011, que contempla um cuidado ampliado à saúde da população feminina, abrangendo aspectos físicos, biológicos, emocionais e socioculturais, assinale a alternativa correta em relação à atuação do fisioterapeuta nessa área:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão é decidida pela semiologia clínica consolidada da diástase dos retos abdominais, que reconhece a palpação da linha alba em decúbito dorsal, com quadris e joelhos flexionados, como avaliação usual; nesse contexto, a alternativa A é a única compatível com o conhecimento técnico cobrado.

Tema central: Avaliação fisioterapêutica pélvica
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está de acordo com o método clínico usual de triagem da diástase abdominal. A base descreve como técnica consolidada a palpação da linha alba com a paciente em decúbito dorsal, geralmente com quadris e joelhos flexionados, durante ativação do tronco, usando a largura em dedos como medida clínica prática. Nesse contexto de prova, a referência de separação palpável de pelo menos dois dedos é tecnicamente aceitável como critério tradicional de teste positivo. A ressalva importante é que essa medida serve para triagem clínica e não substitui métodos mais objetivos quando necessários, mas isso não invalida a alternativa.
B
Errada
Está incorreta pelo absolutismo de afirmar que a dor pélvica crônica sempre decorre de causas ginecológicas. A base é explícita ao dizer que a dor pélvica crônica tem etiologia multifatorial, podendo envolver causas ginecológicas, mas também urológicas, gastrointestinais, musculoesqueléticas, neuropáticas e fatores psicossociais. A menção à endometriose não corrige o erro central, porque uma causa relevante não transforma o quadro em exclusivamente ginecológico.
C
Errada
Está incorreta porque nega a integração funcional do assoalho pélvico com o restante do complexo abdomino-lombo-pélvico. A base afirma que os músculos do assoalho pélvico não atuam de forma isolada, mas em sinergia com diafragma, transverso do abdome, multífidos e estruturas fasciais da pelve. Por isso, uma avaliação exclusivamente local pode ser insuficiente para definir um protocolo fisioterapêutico eficaz em disfunções pélvicas.
D
Errada
Está incorreta porque contraria os princípios de comunicação clínica e educação em saúde descritos na base. Explicações claras, recursos educativos e consentimento favorecem compreensão, adesão e segurança durante anamnese e exame físico. O erro da alternativa é transformar uma possível necessidade de adaptação da linguagem em proibição genérica de imagens e explicações técnicas. O problema não é explicar; é explicar sem adequação à compreensão da paciente.
E
Errada
Está incorreta porque nega uma relação anatômica e funcional que a base reconhece. Há continuidade miofascial e biomecânica entre assoalho pélvico, fáscias endopélvicas, diafragma pélvico e anel pélvico, com influência sobre estabilidade e transferência de carga, inclusive nas articulações sacroilíacas. Portanto, dizer que não existe relação anatômica entre essas estruturas é tecnicamente falso.
Pegadinha da questão
A banca misturou uma afirmação semiológica clássica correta sobre diástase abdominal com alternativas erradas construídas por termos absolutos e negação de integração funcional, especialmente em dor pélvica crônica e biomecânica do assoalho pélvico.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a alternativa usa termos como "sempre" ou nega totalmente relação funcional, desconfie e confronte com a fisiopatologia multifatorial e integrada.
  • Em questões sobre assoalho pélvico, descarte afirmações que tratem essa musculatura como sistema isolado sem conexão com respiração, abdome e controle lombopélvico.
  • Na diástase abdominal, reconheça a descrição semiológica clássica de palpação da linha alba em supino com flexão de quadris e joelhos e referência clínica em dedos como método de triagem.

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