A gasometria arterial é um exame que fornece informações es...
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Tema central: interpretação de gasometria arterial para identificar distúrbios ácido–básicos e o estado de oxigenação. O passo a passo clássico é: 1) pH → 2) identificar o distúrbio primário (PaCO₂/HCO₃⁻) → 3) avaliar compensação → 4) checar oxigenação (PaO₂/SaO₂).
Justificativa da alternativa correta (E): Acidose respiratória com hipoxemia
- pH = 7,28 (acidemia).
- PaCO₂ = 49 mmHg (elevada), logo o distúrbio primário é respiratório (hipoventilação/retensão de CO₂).
- HCO₃⁻ = 28 mEq/L (levemente alto): sugere compensação renal. Pela regra de compensação: na acidose respiratória aguda, HCO₃⁻ ↑ ~1 mEq/L a cada +10 mmHg de PaCO₂; na crônica, ↑ ~3–4 mEq/L. Com PaCO₂ ≈ 49 (Δ≈+9), HCO₃⁻ esperado ≈ 25 (aguda) a 27–28 (crônica), o que coincide com 28, apoiando componente crônico (Harrison’s; UpToDate).
- PaO₂ = 56 mmHg e SaO₂ = 87% indicam hipoxemia. Para 72 anos, PaO₂ esperada em ar ambiente ≈ 100 − (idade/3) ≈ 76 mmHg; portanto 56 é reduzida.
Conclusão: acidose respiratória (primária) com hipoxemia → Alternativa E.
Análise das alternativas incorretas
A) Acidose metabólica com hipoxemia: na acidose metabólica o HCO₃⁻ estaria baixo e a compensação seria queda de PaCO₂ (hiperventilação). Aqui ocorre o oposto (HCO₃⁻ alto, PaCO₂ alto).
B) Alcalose respiratória com hipóxia: alcalose respiratória exige pH alto e PaCO₂ baixo. Além disso, gasometria diagnostica hipoxemia (sangue), não hipóxia (tecidual) — pegadinha frequente.
C) Alcalose respiratória com hiperóxia: exigiria pH alto, PaCO₂ baixo e PaO₂ elevada; nada disso está presente.
D) Alcalose metabólica com hipoxemia: exigiria pH alto e HCO₃⁻ alto com PaCO₂ elevada por compensação. O pH está baixo, descartando.
Estratégia para provas
- Comece pelo pH. Depois, veja qual parâmetro (PaCO₂ ou HCO₃⁻) “anda” na mesma direção do pH para definir o distúrbio primário.
- Aplique as regras de compensação para diferenciar agudo de crônico.
- Cheque oxigenação (PaO₂/SaO₂) e lembre: gasometria define hipoxemia, não hipóxia.
Aplicação clínica (conduta geral): Hipoxemia requer oxigênio suplementar titulado (objetivo: SpO₂ 92–96% na maioria; 88–92% em retenção crônica de CO₂). Acidose respiratória com sinais de esforço/fadiga pode indicar ventilação não invasiva (ATS/ERS; UpToDate). Investigar causas como V/Q mismatch em neoplasia pulmonar.
Referências sucintas: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Arterial blood gases; Acid–base disorders); Diretrizes ATS/ERS para VNI em insuficiência respiratória hipercápnica.
Gabarito: E
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Comentários
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Acidose Respiratória com Hipoxemia:
pH: 7,35 - 7,45 - Normal.
7,28 - Ácido
PCO2 = 35 - 45 - Normal
49 mmHg - Ácido - (variou 4)
HCO3 = 22 a 26 mEq/L - Normal
28 mEq/L - Alcalose - (variou 2)
Quem vária mais é o causador, e o outro está tentando equilibrar.
PO2 = 56 mmHg -
Abaixo de 60 já caracteriza Hipóxia grave.
Valores de normalidade: 80 a 100mmHg.
Gabarito: E
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