A prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde...

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Q3836008 Saúde Pública
A prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde é uma prioridade técnica em unidades de cuidados críticos. Sobre os critérios diagnósticos e medidas de prevenção preconizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O diagnóstico de Infecção do Trato Urinário associada a cateter requer obrigatoriamente a presença de febre acima de 38°C em pacientes idosos, independentemente do resultado da urocultura com contagem de colônias.
(__)A higienização das mãos com preparação alcoólica (70%) é recomendada como método preferencial na ausência de sujidade visível, exceto em casos de exposição confirmada a esporos de Clostridioides difficile.
(__)A utilização profilática de antibióticos por tempo superior a 24 horas no pós-operatório é uma estratégia comprovada para reduzir a incidência de infecção de sítio cirúrgico em cirurgias de grande vulto.
(__)A vigilância epidemiológica das infecções hospitalares deve ser ativa e prospectiva, utilizando métodos que permitam a identificação precoce de surtos e a avaliação das taxas de resistência microbiana.
(__)A troca rotineira de equipos de infusão venosa a cada 24 horas, mesmo para soluções sem lipídios ou sangue, é a medida de maior impacto na prevenção de infecções da corrente sanguínea associadas a cateter.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Os itens decisivos eram o 1, o 4 e o 5: o item 1 é falso porque ITU-AC não exige febre obrigatória e depende de urocultura positiva com contagem mínima; o item 4 é verdadeiro porque a vigilância de IRAS deve ser ativa e prospectiva; e o item 5 é falso porque a troca rotineira a cada 24 horas não corresponde à orientação da ANVISA para infusão contínua sem lipídios ou sangue. Isso fixa a sequência F, V, F nos pontos que eliminam as alternativas.

Tema central: Prevenção e vigilância de IRAS
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque marca o item 3 como verdadeiro e o item 4 como falso. Pela base, prolongar antibioticoprofilaxia além de 24 horas no pós-operatório não é estratégia comprovada ou recomendada para reduzir ISC, e a vigilância das IRAS deve ser ativa, sistemática e prospectiva.
B
Errada
Incorreta porque erra quatro pontos objetivos: o item 1 é falso, já que febre não é obrigatória e a urocultura com contagem mínima é exigida; o item 2 é verdadeiro, pois preparação alcoólica é preferencial sem sujidade visível, com exceção de Clostridioides difficile; o item 4 é verdadeiro, porque a vigilância deve ser ativa e prospectiva; e o item 5 é falso, porque 24 horas não é a regra geral para soluções contínuas sem lipídios ou sangue nem a medida de maior impacto.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque corresponde à sequência F, V, F, V, F. O item 1 é falso, já que o diagnóstico de ITU associada a cateter não exige febre obrigatória em idosos e requer urocultura com contagem mínima. O item 2 é verdadeiro, pois a preparação alcoólica 70% é o método preferencial na ausência de sujidade visível, com exceção para Clostridioides difficile. O item 3 é falso, porque manter antibioticoprofilaxia por mais de 24 horas no pós-operatório não é estratégia comprovada para reduzir ISC. O item 4 é verdadeiro, pois a vigilância das IRAS deve ser ativa e prospectiva. O item 5 é falso, porque a troca de equipos a cada 24 horas não é a medida de maior impacto e não é a orientação para soluções contínuas sem lipídios ou sangue.
D
Errada
Incorreta porque considera verdadeiro o item 1 e o item 5, além de marcar falso o item 4. Isso contraria a base: ITU associada a cateter não exige febre obrigatória e depende de urocultura; a vigilância epidemiológica adequada é ativa e prospectiva; e a troca rotineira de equipos a cada 24 horas não é a recomendação geral para infusão contínua nem a medida central de prevenção.
E
Errada
Incorreta porque inverte os itens 2 e 3. O item 2 é verdadeiro, já que a preparação alcoólica é preferencial na ausência de sujidade visível, preservada a exceção de Clostridioides difficile. O item 3 é falso, porque a ANVISA não sustenta profilaxia antibiótica por mais de 24 horas como estratégia comprovada para reduzir ISC.
Pegadinha da questão
A questão explorou cinco confusões reais: transformar febre em requisito obrigatório de ITU-AC, usar a exceção do Clostridioides difficile para negar a regra geral da preparação alcoólica, supor que prolongar antibiótico profilático melhora prevenção, tratar vigilância como passiva e generalizar a troca de equipos em 24 horas para qualquer infusão.
Dica para questões semelhantes
  • Em itens sobre diagnóstico de IRAS, verifique se a afirmação troca critério necessário por critério obrigatório absoluto; aqui, febre era apenas um possível sinal, e a urocultura positiva era indispensável.
  • Em prevenção, diferencie regra geral de exceção técnica; preparação alcoólica é preferencial sem sujidade visível, mas Clostridioides difficile ativa indicação de água e sabonete.
  • Em protocolos assistenciais, desconfie de enunciados que associam 'mais tempo' a 'mais prevenção'; a base não sustenta antibioticoprofilaxia pós-operatória por mais de 24 horas para reduzir ISC.
  • Na vigilância e nos dispositivos, procure o método e a condição exatos: vigilância de IRAS é ativa/prospectiva, e a periodicidade de troca de equipos depende do tipo de infusão, não de uma regra única de 24 horas.

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