A fisioterapia tem um papel fundamental na reabilitação de ...
Gabarito comentado
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Tema central: Reabilitação fisioterapêutica do amputado nas fases pré-protetização, protetização e pós-protetização, visando controle de dor/edema, prevenção de contraturas, condicionamento, treino funcional e qualidade de vida.
Alternativa correta: D – A terapia do espelho utiliza o feedback visual do membro íntegro refletido para “substituir” o membro ausente, promovendo reorganização sensório-motora e diminuindo a plasticidade maladaptativa associada à dor do membro fantasma (DMF). Evidências de ensaios clínicos e revisões sistemáticas apontam redução da intensidade da DMF e melhora da imagem corporal com protocolo diário de 10–20 min (ex.: Barbin et al., J Rehabil Med 2016; UpToDate 2024; recomendações IASP e VA/DoD para reabilitação de amputados). É intervenção não invasiva, de baixo risco e frequentemente combinada a graded motor imagery e dessensibilização.
Por que as demais estão incorretas:
- A – Falso. A fisioterapia é protagonista desde o pré e pós-operatório imediato, antes da prótese: manejo de ferida, controle de edema, posicionamento, prevenção de contraturas, treino de mobilidade, condicionamento cardiorrespiratório e educação. Diretrizes VA/DoD e textos como Braddom’s PM&R reforçam início precoce para acelerar protetização e autonomia.
- B – Falso. A cinesioterapia (força, resistência, flexibilidade, core e equilíbrio) melhora marcha com prótese, gasto energético, AVDs e risco de quedas. Revisões e guias (UpToDate; Braddom; Kisner & Colby) mostram ganhos funcionais e de participação social quando bem dosada e progressiva.
- C – Falso. O controle de edema é pilar da fase pré-protetização: enfaixamento compressivo, shrinkers, talas/dressings rígidos removíveis, posicionamento e elevação. Isso molda o coto, reduz dor, protege a cicatriz e antecipa o encaixe protético. Adiar essa conduta prejudica tempo de reabilitação.
- E – Falso. Terapia do espelho não é treino de força nem de “trocas de postura”. Seu alvo é modulação cortical e dor. Força do membro residual e controle postural são trabalhados com exercícios resistidos, equilíbrio e treino funcional (barras paralelas, transferência, marcha).
Estratégia de prova: Identifique palavras-chave: “pré-protetização” → edema/contraturas; “cinesioterapia” → função/AVDs; “terapia do espelho” → dor fantasma e reorganização sensório-motora. Desconfie de itens que minimizam o papel da fisioterapia ou deslocam condutas precoces para fases tardias.
Referências úteis: UpToDate (Manejo da dor do membro fantasma, Reabilitação do amputado); IASP (intervenções não farmacológicas para DMF); VA/DoD Clinical Practice Guideline for Amputation Rehabilitation; Braddom’s Physical Medicine and Rehabilitation; Kisner & Colby – Exercício Terapêutico.
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