A coesão textual recorre a pronomes relativos para ligar i...
Vale a pena competir tanto?
O progresso e resultado do esforço coletivo. Na inercia, nada se cria. É preciso determinar-se a fazer algo, ernper-rhando vasta energia com finalidades definidas. Assim caminha a humanidade. É uma ideia cara aos positivistas, por lerem a realidade como uma eterna luta para ultrapassar o que nos satisfaz hoje. Sem isso, convenhamos, as maiores conquistas ficariam apenas no papel, mero plano teorico acalentado por seres empenhados em transformar o seu entorno. Mas, devagar com o andor.
Considero-me herdeiro do iluminismo, empenhado em questionar as crenÇas, substituindo-as pela razão. Admiro a ciência, a medicina e, em boa medida, o mundo virtual. Atraves deles damos saltos que nos colocam cada vez mais na dianteira, em busca de melhor qualidade de vida. Porem, analisando certos comportamentos obsessivos, acredito estarmos errando na dose. Tenho muitos amigos empreendedores e os vejo em estado permanente de cansaço. Participam de maratonas diárias, precisando provar a si (e aos demais) terem se superado. Esta palavra tem nos afastado da serenidade, como os grandes sábios a entendem.
É um projeto tentador, reconheço. O ego é alimentado, a vaidade agradece e a ansiedade também. Um Rivotril mascara a situação e, afinal, amanhã será outro dia. Não paramos. Para ilustrar, trago o exemplo de um empresário que me contou ter criado a "Sala da descompressão". Quando algum funcionário, ou ele mesmo, se percebem no limite, param tudo, vão até o local acusticamente isolado e gritam para aliviar a tensão. O reduto é bastante Írequentado, disse-me. Provavelmente eu seria um candidato, se estivesse neste universo de demandas sem fim. Aqui, do lado de cá, ponho-me a refletir sobre a necessidade de estabelecer freios na ambição.
Gastamos bons anos fazendo pouquíssimo investimento em nós. Perda de tempo, dirão os comprometidos em aumentar o seu capital. Convém dedicar-se a aplicações de ordem financeira. Mas é difícil ignorar o preço a se pagar por essas escolhas. Tem-se a impressão de ser desnecessário criar novos combates a toda hora. No entanto, precisamos nos debruçar sobre o obvio, o que está sob os olhos e deixamos de ver.
O primeiro passo é a mudança de pensamento. Depois, mãos à obra.
Continuo otimista e vejo ótimas possibilidades no horizonte. Viver como se fôssemos eternos, postergando o desejado descanso, e uma escolha ruim. Alguns movimentos tomam vulto, consequência de uma lúcida avaliação de para onde nos direcionamos. Ninguém sugere uma parada total, só a desaceleração. Se a fome e a sede já estão saciadas, sentemo-nos sob a sombra de uma árvore. Você se proporia a isso?
Adaptado de. hfips./ / gauchazh.clicrbs.com.brlpionei rolcolu n istas/g i lmar' marci I iolnoticia / 2026 /03 /v ale-a- pena - competir'tanto - cmmp4e7vn02cA01 3dwjzfk5d8 html
A coesão textual recorre a pronomes relativos para ligar ideias. Acerca disso, considere a adaptação: "A Sala da descompressão, _________ acústica é isolada, recebe os funcionários _________ limites foram ultrapassados, no momento __________ ocorre o estresse."
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: A questão se decide pela compatibilidade sintático-semântica das lacunas: as duas primeiras exigem relativos possessivos, com concordância com o termo possuído, e a terceira pede retomada de antecedente temporal. Assim, a sequência que atende ao enunciado é a da alternativa E.
- Se o relativo vier antes de um substantivo que pertence ao antecedente, a relação é possessiva e a tendência é exigir "cujo" com a flexão do termo possuído.
- Não use "onde" fora de referência locativa real; ele não substitui relação de posse nem retoma pessoas.
- Com antecedentes temporais como "momento", verifique se a construção pedida é "em que" ou equivalente.
- Julgue a alternativa em bloco: uma lacuna até pode parecer aceitável, mas a sequência só vale se todas respeitarem a função sintático-semântica exigida.
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Comentários
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Ou a banca ou o Qconcursos não sabe escrever.
Primeira lacuna: "A Sala da descompressão, cuja acústica e isolada..."
- O pronome cuja estabelece uma relação de posse entre dois substantivos (a acústica da sala). Ele concorda em gênero e número com o termo consequente (acústica, feminino singular).
Segunda lacuna: "...recebe os funcionários cujos limites foram ultrapassados..."
- Novamente, temos uma ideia de posse (os limites dos funcionários). O pronome cujos concorda com o termo consequente (limites, masculino plural).
Terceira lacuna: "...no momento em que ocorre o estresse."
- A expressão "no momento" indica tempo. O pronome relativo em que (ou no qual) é o adequado para introduzir essa ideia de tempo/momento.
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