Era uma vez um homem que vivia à beira de uma
estrada e que vendia cachorro-quente .Ele não ouvia
bem, por isso não tinha rádio. Ele tinha problemas com
os olhos, por isso não lia jornais. Mas ele vendia bons cachorros-quentes. Colocava cartazes pela estrada, fazendo propaganda da qualidade dos cachorros-quentes. Ele
ficava à beira da estrada e oferecia o seu produto em voz
alta, e o povo comprava. Lentamente foi aumentando as
vendas, e também cada vez mais aumentava a compra
de carne e pão. Também comprou um fogão maior para
melhor atender os fregueses, e o negócio prosperava.
Conseguiu dar boa escola ao filho. Finalmente, o filho
já formado voltou para casa para ajudar o pai. Mas então uma coisa aconteceu. O filho falou para o pai: “Pai,
então você não ouve rádio? Você não lê jornais? Há uma
grande crise no mundo. A situação na Europa é terrível.
A situação aqui no país é ainda pior. Tudo está indo para
o “vinagre”! O pai pensou: “Bom, meu filho estudou, lê
jornais, ouve rádio, e só pode estar com a razão”. O pai
foi diminuindo as compras de carne e pão. Tirou os cartazes da propaganda. Já não mais forçava as vendas em
voz alta, abatido pelas notícias de crises. As vendas foram caindo. O pai falou ao filho: “Você estava certo, meu
filho, nós certamente estamos no meio de uma grande
crise”.
(JORNAL AUTOPLAN. Janeiro de 1984. Curitiba, Paraná.)
Considere a frase: “Tirou os cartazes da propaganda”. Marque a alternativa que apresenta a classe gramatical dos vocábulos “Tirou”, “os”, “cartazes”, “propaganda”.
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