A Doença de Alzheimer afeta principalmente idosos e apresen...

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Q3575347 Fisioterapia
A Doença de Alzheimer afeta principalmente idosos e apresenta degeneração progressiva do tecido cerebral e comprometimento cognitivo. Sobre o papel da fisioterapia no manejo do Alzheimer, assinale a alternativa correta:
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Tema central: papel da fisioterapia no Alzheimer (DA). A DA é uma demência neurodegenerativa com acúmulo de beta-amiloide e tau, redução de perfusão cerebral e atrofia do hipocampo, levando a declínio cognitivo e funcional. A fisioterapia atua sobre plasticidade neural, condicionamento cardiorrespiratório, força e equilíbrio, influenciando cognição e funcionalidade.

Estratégia de prova: desconfie de afirmações absolutas (“não tem impacto”, “apenas nas fases avançadas”). Procure termos que indiquem mecanismos biológicos plausíveis (fluxo sanguíneo cerebral, hipocampo, tecido cerebral).

Alternativa correta – A: Exercício físico promove aumento do fluxo sanguíneo cerebral e da demanda metabólica neuronal, estimula BDNF e neurogênese/angiogênese no hipocampo e está associado a menor atrofia relacionada ao envelhecimento. Evidências: metanálises e revisões (Cochrane) mostram que programas de exercício em demência leve‑moderada melhoram cognição e ADLs; estudos de imagem indicam aumento/menor perda de volume hipocampal e melhor perfusão em idosos ativos (ex.: Erickson et al., PNAS 2011). Diretrizes OMS 2020 e UpToDate recomendam exercício aeróbio e de força para pessoas com demência por benefícios cognitivos e funcionais.

Por que as demais estão incorretas?

B) “Causa genética e imutável”: a DA é multifatorial (genética, vascular, estilo de vida). Exercício reduz risco e pode retardar declínio cognitivo, embora não cure. Afirmativa ignora evidências de benefício (OMS 2020; UpToDate).

C) Limitar a fisioterapia à prevenção de complicações motoras é incompleto. Exercício e treino dual‑task/equilíbrio têm efeito sobre cognição e funcionalidade (Cochrane; AAN recomenda exercício em CCL, extrapolável em parte à DA leve).

D) Afirma não haver impacto em cognição/tecido cerebral, o que contraria estudos com melhora cognitiva discreta e efeitos neuroplásticos (hipocampo, perfusão). Portanto, é falsa.

E) “Mais relevantes apenas em fases avançadas”: o maior ganho costuma ocorrer nas fases iniciais a moderadas, quando há maior reserva. Em fases avançadas, o foco é manutenção e prevenção, mas os efeitos não se restringem a esse estágio.

Aplicação prática em fisioterapia: combinar aeróbio (150–300 min/semana moderado), fortalecimento (2–3x/sem), equilíbrio/marcha, dual‑task e estimulação motora-cognitiva, com educação de cuidadores e adaptações ambientais. Monitorar segurança, fadiga e adesão.

Referências: OMS Diretrizes de Atividade Física (2020); Cochrane Review – Exercise for people with dementia; UpToDate (2024) Physical activity and exercise in dementia; Erickson KI et al. PNAS 2011.

Gabarito: A

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