A norma-padrão exige atenção à regência e à crase. Consider...

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Q4040527 Português

Vale a pena competir tanto?


O progresso e resultado do esforço coletivo. Na inercia, nada se cria. É preciso determinar-se a fazer algo, ernper-rhando vasta energia com finalidades definidas. Assim caminha a humanidade. É uma ideia cara aos positivistas, por lerem a realidade como uma eterna luta para ultrapassar o que nos satisfaz hoje. Sem isso, convenhamos, as maiores conquistas ficariam apenas no papel, mero plano teorico acalentado por seres empenhados em transformar o seu entorno. Mas, devagar com o andor.


Considero-me herdeiro do iluminismo, empenhado em questionar as crenÇas, substituindo-as pela razão. Admiro a ciência, a medicina e, em boa medida, o mundo virtual. Atraves deles damos saltos que nos colocam cada vez mais na dianteira, em busca de melhor qualidade de vida. Porem, analisando certos comportamentos obsessivos, acredito estarmos errando na dose. Tenho muitos amigos empreendedores e os vejo em estado permanente de cansaço. Participam de maratonas diárias, precisando provar a si (e aos demais) terem se superado. Esta palavra tem nos afastado da serenidade, como os grandes sábios a entendem.


É um projeto tentador, reconheço. O ego é alimentado, a vaidade agradece e a ansiedade também. Um Rivotril mascara a situação e, afinal, amanhã será outro dia. Não paramos. Para ilustrar, trago o exemplo de um empresário que me contou ter criado a "Sala da descompressão". Quando algum funcionário, ou ele mesmo, se percebem no limite, param tudo, vão até o local acusticamente isolado e gritam para aliviar a tensão. O reduto é bastante Írequentado, disse-me. Provavelmente eu seria um candidato, se estivesse neste universo de demandas sem fim. Aqui, do lado de cá, ponho-me a refletir sobre a necessidade de estabelecer freios na ambição. 


Gastamos bons anos fazendo pouquíssimo investimento em nós. Perda de tempo, dirão os comprometidos em aumentar o seu capital. Convém dedicar-se a aplicações de ordem financeira. Mas é difícil ignorar o preço a se pagar por essas escolhas. Tem-se a impressão de ser desnecessário criar novos combates a toda hora. No entanto, precisamos nos debruçar sobre o obvio, o que está sob os olhos e deixamos de ver.


O primeiro passo é a mudança de pensamento. Depois, mãos à obra.


Continuo otimista e vejo ótimas possibilidades no horizonte. Viver como se fôssemos eternos, postergando o desejado descanso, e uma escolha ruim. Alguns movimentos tomam vulto, consequência de uma lúcida avaliação de para onde nos direcionamos. Ninguém sugere uma parada total, só a desaceleração. Se a fome e a sede já estão saciadas, sentemo-nos sob a sombra de uma árvore. Você se proporia a isso? 


Adaptado de. hfips./ / gauchazh.clicrbs.com.brlpionei rolcolu n istas/g i lmar' marci I iolnoticia / 2026 /03 /v ale-a- pena - competir'tanto - cmmp4e7vn02cA01 3dwjzfk5d8 html

A norma-padrão exige atenção à regência e à crase. Considere a adaptação. "O autor é empenhado ______ questionar as crenças. Convém dedicar-se ________ aplicações financeiras, como uma forma de evitar a exposição ________ maratonas diárias."

Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A resolução depende da regência indicada na base: "empenhado em questionar", "dedicar-se a aplicações de ordem financeira" e "exposição às maratonas diárias". A alternativa B é a única que compatibiliza essas três exigências, ao prever "em", "a" sem crase e "às".

Tema central: Regência e crase
Análise das alternativas
A
Errada
Erra a primeira lacuna porque o texto-base traz a regência efetiva "empenhado em questionar as crenças", não "à questionar". Também erra a terceira, porque a adaptação pede "exposição às maratonas diárias", com fusão de preposição e artigo; o simples "a" elimina a crase exigida nessa construção.
B
Certa
A alternativa B é a única que respeita as três exigências da norma-padrão indicadas pela adaptação. Na primeira lacuna, a construção correta é "empenhado em questionar", exatamente como aparece no texto-base. Na segunda, "dedicar-se" rege a preposição "a", mas não há elemento que imponha artigo definido antes de "aplicações financeiras"; por isso, usa-se apenas "a", sem crase. Na terceira, "exposição" admite complemento com preposição "a", e o sintagma "as maratonas diárias" traz artigo feminino plural, formando corretamente "às maratonas diárias".
C
Errada
A primeira lacuna está errada porque, nesse contexto, "empenhado" aparece regido por "em", como no trecho "empenhado em questionar as crenças". A segunda também está errada: em "dedicar-se a aplicações financeiras", há apenas a preposição exigida por "dedicar-se"; sem artigo definido antes de "aplicações financeiras", não se justifica "à".
D
Errada
A primeira lacuna está errada porque "empenhado por questionar" não corresponde à regência mostrada no texto-base nem à construção exigida. A terceira também está errada: "exposição na" muda a relação sintática, pois o nome "exposição" pede complemento introduzido por "a", não por "em"; a forma correta é "às maratonas diárias".
E
Errada
Acerta a primeira e a segunda lacunas, mas erra a terceira. Em "exposição às maratonas diárias", há preposição "a" exigida por "exposição" e artigo feminino plural antes de "maratonas diárias"; por isso, a crase é obrigatória. A forma "as" sem acento não registra essa fusão.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que toda palavra feminina plural após "a" leva crase, o que faria o candidato errar a segunda lacuna, e não perceber que, na terceira, a adaptação passa a exigir construção determinada, formando corretamente "às maratonas diárias".
Dica para questões semelhantes
  • Verifique primeiro a regência do termo que antecede a lacuna; a crase só pode ser analisada depois disso.
  • Não use crase só porque o termo seguinte é feminino; confirme se há também artigo definido.
  • Se o próprio texto-base trouxer a construção regencial, trate esse trecho como decisivo para a reescrita.

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Comentários

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doidera

A alternativa correta é a B) em – a – às.

Vamos analisar a regência e o uso da crase para cada uma das lacunas:

  • Primeira lacuna: “O autor é empenhado em questionar...”
  • Explicação: O adjetivo empenhado exige a preposição em (quem é empenhado, é empenhado em alguma coisa).
  • Segunda lacuna: “Convém dedicar-se a aplicações financeiras...”
  • Explicação: O verbo dedicar-se exige a preposição a (dedicar-se a algo). O termo seguinte é o substantivo plural "aplicações", mas note que ele está no plural e o "a" está no singular.
  • Regra de Ouro: "A" no singular antes de palavra no plural, crase nem a .... Isso acontece porque o termo foi usado em sentido geral, sem o artigo plural as. Portanto, usamos apenas a preposição pura a.
  • Terceira lacuna: “...como uma forma de evitar a exposição às maratonas diárias.”
  • Explicação: O substantivo exposição exige a preposição a (exposição a algo). Como a palavra seguinte é o substantivo feminino plural "as maratonas", ocorre a fusão obrigatória.

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