Considerando o contexto atual do sistema de saúde brasileir...
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Tema central: evolução do papel da fisioterapia no SUS, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS) e na Estratégia Saúde da Família (ESF), saindo do foco exclusivo em reabilitação para atenção integral (promoção, prevenção, tratamento e reabilitação) em trabalho interdisciplinar e intersetorial.
Por que a alternativa B está correta: A reorganização do SUS com a expansão da APS/ESF exige que o fisioterapeuta atue no território com ações de promoção da saúde (ex.: grupos de atividade física – PNPS/MS), prevenção (ex.: prevenção de quedas no idoso, rastreio de atraso motor em crianças), cuidado longitudinal e reabilitação, articulado às Redes de Atenção à Saúde. Essa abordagem está alinhada à PNAB (MS, 2017/2020), à PNPS (MS, 2018), às RAS (Portaria MS 4.279/2010) e à iniciativa “Rehabilitation 2030” da OMS, que defendem a reabilitação e a funcionalidade integradas em todos os níveis de atenção.
Análise das alternativas incorretas:
A) “Atenção básica centralizada” contraria os princípios da APS: acesso de primeiro contato, longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado (Starfield). A APS é descentralizada, territorial e resolutiva, porta de entrada do SUS (PNAB). Centralizar não traz “agilidade”; aumenta barreiras de acesso e fragmenta o cuidado.
C) Atuação “isolada” e apenas reabilitadora ignora o caráter multiprofissional da ESF e a articulação intersetorial (saúde, assistência social, educação). O fisioterapeuta participa do cuidado compartilhado, apoio matricial, visitas domiciliarias, educação em saúde e encaminhamentos na RAS. Tal isolamento é incompatível com a PNAB e com a OMS (Rehabilitation in health systems).
D) Desde a regulamentação (1969) a prática era mais reabilitadora, mas com o SUS (Lei 8.080/1990), PNAB e PNPS, a fisioterapia precisou se adaptar ao modelo de atenção integral, ampliando-se para promoção e prevenção, inclusive em condições crônicas e no envelhecimento populacional.
E) O perfil epidemiológico atual do Brasil é marcado pela predominância de doenças crônicas não transmissíveis, envelhecimento e causas externas, com redução relativa das infecciosas (transição epidemiológica). Portanto, não é correto direcionar a fisioterapia “para tratamento de doenças infecciosas”; o foco é funcionalidade, prevenção de incapacidades e manejo de condições crônicas (MS, Vigitel; OMS).
Estrategia de prova: Desconfie de termos como “exclusivamente” e “isoladamente”. Valorize palavras-chave como integralidade, promoção, prevenção, interprofissionalidade, território, típicas do modelo da APS/ESF.
Referências úteis: PNAB (MS, 2017/2020); PNPS (MS, 2018); Portaria MS 4.279/2010 (RAS); OMS – Rehabilitation 2030.
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Comentários
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Gabarito B
A ❌ A Atenção Básica deve ser descentralizada, territorializada e resolutiva, não centralizada.
C ❌ A atuação do fisioterapeuta é multiprofissional e intersetorial, não isolada.
D ❌ A fisioterapia evoluiu e se adaptou ao novo modelo de atenção à saúde.
E ❌ O perfil epidemiológico atual é marcado principalmente por doenças crônicas não transmissíveis, e não apenas infecciosas
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