A calibração é uma etapa crítica nos ensaios quantitativos r...
Gabarito comentado
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Tema central: calibração em bioquímica clínica — construção/uso de curva de calibração e fator de calibração para garantir exatidão, linearidade e rastreabilidade metrológica dos resultados.
Alternativa correta: B
A curva deve ser construída com padrões de concentração conhecida que cubram toda a faixa de medição pretendida (AMR), incluindo níveis baixos e altos próximos ao LLOQ/ULOQ. Isso assegura que a interpolação seja válida para as amostras de pacientes e permite verificar linearidade, sensibilidade e viés. Referências: ISO 15189:2022 (rastreabilidade e validação de medições), CLSI EP06 (avaliação de linearidade), Tietz Textbook of Clinical Chemistry.
Análise das alternativas incorretas
A) O uso de fator de calibração não torna a curva “desnecessária”. Fatores só são válidos quando o método é estritamente linear e o intercepto é ≈0; ainda assim exigem calibração periódica e verificação por CQI. Variações de instrumento/temperatura/lote causam deriva que não é “automaticamente compensada”. Fabricantes e ISO 15189 requerem recalibração conforme lote/tempo.
C) Não linearidade ≠ erro sistemático. Muitos imun ensaios e quimioluminescência apresentam curvas 4PL/5PL ou log-logit; são válidas quando se usa o modelo de ajuste apropriado e se verificam resíduos e faixa válida (CLSI EP06). Evitar toda curva não linear é incorreto.
D) A definição do fator está trocada. Em métodos de absorbância sem intercepto, usa-se tipicamente F = Cpadrão/Apadrão e então Camostra = Aamostra × F. Além disso, o fator não permanece constante após troca de reagente, manutenção ou mudança de lote; deve-se recalibrar e verificar por CQI (CLSI, instruções do fabricante).
E) Em métodos automatizados, a calibração é obrigatória. Algoritmos internos e CQI monitoram desempenho, mas não substituem a calibração com padrões traçáveis. A própria rotina dos analisadores prevê calibração inicial, por tempo, por lote e após manutenções (ISO 15189; manuais de fabricante).
Estratégia de prova: desconfie de absolutos como “dispensável”, “automático”, “permanece constante” e “devem ser evitadas”. Procure menções a faixa de medição completa, padrões traçáveis e modelo de ajuste adequado — isso costuma sinalizar a alternativa correta.
Aplicação prática: ao calibrar glicose sérica, use múltiplos níveis que abracem a AMR (ex.: 20–600 mg/dL), ajuste o modelo recomendado pelo fabricante, confirme linearidade e acompanhe com CQI; trocou o lote de reagente? Recalibre.
Referências rápidas: ISO 15189:2022; CLSI EP06; Tietz Textbook of Clinical Chemistry and Molecular Diagnostics; manuais de fabricantes de analisadores clínicos.
Gabarito: B
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