Na língua portuguesa, uma oração é geralmente composta por d...

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Q3653237 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:

O conselheiro Vale morreu às 7 horas da noite de 25 de abril de 1859. Morreu de apoplexia fulminante, pouco depois de cochilar a sesta — segundo costumava dizer — e quando se preparava a ir jogar a usual partida de voltarete em casa de um desembargador, seu amigo. O Dr. Camargo, chamado à pressa, nem chegou a tempo de empregar os recursos da ciência; o Padre Melchior não pôde dar-lhe as consolações da religião: a morte fora instantânea. No dia seguinte, fez-se o enterro, que foi um dos mais concorridos que ainda viram os moradores do Andaraí. Cerca de duzentas pessoas acompanharam o finado até a morada última, achando-se representadas entre elas as primeiras classes da sociedade. O conselheiro, posto não figurasse em nenhum grande cargo do Estado, ocupava elevado lugar na sociedade, pelas relações adquiridas, cabedais, educação e tradições de família. Seu pai fora magistrado no tempo colonial, e figura de certa influência na corte do último vice-rei. Pelo lado materno descendia de uma das mais distintas famílias paulistas. Ele próprio exercera dois empregos, havendo-se com habilidade e decoro, do que lhe adveio a carta de conselho e a estima dos homens públicos. Sem embargo do ardor político do tempo, não estava ligado a nenhum dos dois partidos, conservando em ambos preciosas amizades, que ali se acharam na ocasião de o dar à sepultura. Tinha, entretanto, tais ou quais ideias políticas, colhidas nas fronteiras conservadoras e liberais, justamente no ponto em que os dois domínios podem confundir-se. Se nenhuma saudade partidária lhe deitou a última pá de terra, matrona houve, e não só uma, que viu ir a enterrar com ele a melhor página da sua mocidade.

Autor: Machado de Assis. Trecho extraído da obra Helena
Na língua portuguesa, uma oração é geralmente composta por dois elementos essenciais: o sujeito e o predicado. A respeito do sujeito, analise as orações abaixo e assinale a alternativa que indica corretamente a classificação do sujeito de ambas as frases.

I. Morreu de apoplexia fulminante.
II. Ele próprio exercera dois empregos. 
Alternativas

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Tema central: A questão exige o domínio da classificação dos sujeitos nas orações, tema fundamental em Sintaxe (termos essenciais da oração), conteúdo cobrado corriqueiramente em concursos públicos.

Na norma-padrão, a oração costuma apresentar dois elementos: sujeito e predicado. A identificação do sujeito, seu núcleo e sua presença ou não na frase, conduz à sua classificação como simples, composto, oculto/desinencial, indeterminado ou oração sem sujeito. Essa classificação deve considerar tanto o contexto quanto a estrutura gramatical.

Justificativa da alternativa correta — Letra B:

I. “Morreu de apoplexia fulminante.”
Apesar do sujeito não aparecer de forma explícita nessa frase, retomamos o personagem citado anteriormente (o conselheiro Vale). Portanto, há um sujeito simples, com núcleo subentendido pelo contexto, mas claramente identificado.
Exemplo paralelo: Chegou atrasado à aula. (Se o contexto apresentar quem chegou, o sujeito é simples, não indeterminado.)

II. “Ele próprio exercera dois empregos.”
Aqui, o sujeito está expresso (“Ele próprio”), também sendo classificado como simples, pois tem um núcleo (“Ele”).

Regra-chave: Segundo Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), o sujeito simples possui apenas um núcleo e pode ser explícito ou subentendido no contexto imediato, desde que identificado.

Análise das alternativas incorretas:

A) Sujeito simples; sujeito desinencial: Incorreta, pois o sujeito da segunda frase está explícito, não subentendido.

C) Sujeito indeterminado; sujeito simples: Errada porque, embora o sujeito da primeira oração não seja explícito, ele é determinado pelo contexto.

D) Sujeito indeterminado; sujeito oculto: Também incorreta; a frase I é anafórica (retoma o sujeito anterior), e em II o sujeito é expresso.

Dica de prova: Quando o sujeito pode ser retomado claramente no período anterior, ele não é indeterminado, mas simples (mesmo que não esteja escrito na frase em análise).

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Comentários

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A pergunta que fica - Quem morreu de apoplexia fulminante? Isso é sujeito indeterminado. Não tem como deduzir.

Para mim o gabarito é muito questionável.

Correto: C

Na I- creio que o sujeito seja oculto: não está na frese, mas sabemos quem é.

frase 1 - Sujeito Indeterminado...quem morreu?

gabarito incorreto

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