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Q2607039 Medicina
        Paciente do sexo feminino, de 27 anos de idade, nulípara, no primeiro trimestre de gravidez, apresentou dor abdominal em região mesogástrica, com posterior localização na fossa ilíaca direita, associada a náuseas e inapetência. No exame físico, ela apresentava pressão arterial de 100 mmHg × 70 mmHg, pulso de 95 bpm, abdome depressível, pouco tenso, com dor à descompressão súbita no quadrante inferior direito.  

Tendo como referência o caso clínico hipotético precedente, julgue o item a seguir.


O abortamento é uma complicação possível do tratamento cirúrgico no caso em questão. 

Alternativas

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Vamos analisar o caso clínico apresentado, focando em aspectos relevantes do diagnóstico e possíveis complicações do tratamento.

Tema Central: A questão aborda um caso clínico de uma mulher grávida no primeiro trimestre apresentando sintomas clássicos de apendicite aguda, como dor abdominal que migra para a fossa ilíaca direita, náuseas, e dor à descompressão. O tratamento padrão para apendicite aguda é geralmente cirúrgico, através de uma apendicectomia.

Justificativa para a Alternativa Correta: O item afirma que o abortamento é uma complicação possível do tratamento cirúrgico. Isso está correto. Durante o primeiro trimestre de gravidez, qualquer procedimento cirúrgico intra-abdominal, como uma apendicectomia, pode aumentar o risco de complicações obstétricas, incluindo o abortamento. Isso ocorre devido ao estresse físico do procedimento, além dos riscos associados à anestesia e ao trauma cirúrgico. Diretrizes médicas, como as do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), reconhecem esse risco, embora a cirurgia não deva ser adiada em casos de apendicite, visto que a condição não corrigida pode ter consequências ainda mais graves tanto para a mãe quanto para o feto.

Análise das Alternativas Incorretas: Caso houvesse outras alternativas sugerindo que não há risco de abortamento, ou que o tratamento conservador é suficiente, essas estariam incorretas. Apendicite é uma emergência médica, e a opção conservadora não é adequada, especialmente em um quadro agudo como o descrito. A não intervenção cirúrgica em casos de apendicite confirmada pode levar a complicações sérias, como perfuração, peritonite e sépsis, que também aumentam risco de perda fetal.

Diagnóstico e Exames Complementares: No caso descrito, o diagnóstico de apendicite pode ser corroborado com exames de imagem, como uma ultrassonografia abdominal, que é mais segura durante a gravidez, ou uma ressonância magnética, se necessário.

Tratamento: A apendicectomia laparoscópica é frequentemente preferida quando executável, devido a menor trauma cirúrgico e recuperação mais rápida, mas a abordagem aberta pode ser necessária dependendo da situação clínica específica. O manejo multidisciplinar com obstetras e anestesiologistas é crucial para minimizar riscos.

Atenção a Pegadinhas: Em questões de concurso, é importante perceber que mesmo em situações de gravidez, o risco de complicações não elimina a necessidade de tratamento de emergências cirúrgicas como a apendicite. Avalie sempre o risco-benefício e consulte diretrizes atualizadas.

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