A respeito do transtorno depressivo maior em crianças e ad...

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Q3950032 Psiquiatria
A respeito do transtorno depressivo maior em crianças e adolescentes, é correto afirmar que 
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era o critério temporal do DSM-5 para transtorno depressivo persistente em crianças e adolescentes: duração mínima de 1 ano.

Tema central: Depressão juvenil persistente
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque atribui à CDRS função diagnóstica autônoma. Pela base, escalas como CDRS/CDRS-R ajudam no rastreio, na avaliação de gravidade e no acompanhamento de resposta, mas não substituem a entrevista clínica para fechar diagnóstico.
B
Errada
Errada porque inverte o melhor informante dos sintomas internalizantes. Tristeza e culpa são vivências subjetivas e, em regra, são melhor captadas pelo relato da própria criança ou do adolescente, enquanto os pais informam melhor sinais observáveis.
C
Errada
Errada pelo erro conceitual sobre o DSM-5. A irritabilidade não foi adicionada como novo sintoma nuclear obrigatório; em crianças e adolescentes, ela pode substituir o humor deprimido como uma das possibilidades de sintoma nuclear.
D
Certa
A alternativa D está correta porque, no DSM-5, o transtorno depressivo persistente exige duração mínima de 2 anos em geral, mas apenas 1 ano em crianças e adolescentes. Assim, um quadro depressivo com duração maior que 1 ano pode ser classificado nessa categoria, desde que os demais critérios diagnósticos também sejam atendidos. A menção à recorrência da depressão juvenil é compatível com revisões clínicas que apontam recorrência relevante no seguimento.
E
Errada
Errada porque duloxetina não é primeira linha nos guidelines de depressão do adolescente. A base aponta preferência por SSRIs, especialmente fluoxetina, e afasta a ideia de que o mecanismo dual da duloxetina a torne preferencial.
Pegadinha da questão
A principal pegadinha era confundir a regra geral de 2 anos do transtorno depressivo persistente com a exceção de 1 ano para crianças e adolescentes; secundariamente, a banca tentou atrair o candidato com afirmações plausíveis sobre irritabilidade e escalas, mas tecnicamente mal formuladas.
Dica para questões semelhantes
  • Em psiquiatria infantil, confirme sempre se o DSM-5 traz exceção etária para duração mínima do transtorno; no transtorno depressivo persistente, crianças e adolescentes exigem 1 ano, não 2.
  • Escala de avaliação não fecha diagnóstico sozinha: serve para quantificar gravidade e acompanhar evolução, mas depende de entrevista clínica.
  • Ao avaliar sintomas internalizantes, priorize o autorrelato da criança ou do adolescente; para sinais observáveis, o relato dos pais costuma ter mais utilidade.
  • Em farmacoterapia de depressão no adolescente, não presuma primeira linha pelo mecanismo do fármaco; confira qual classe e qual agente têm melhor respaldo em guideline.

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