A biossegurança em odontologia é regulamentada por normas e...

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Q3769582 Odontologia
A biossegurança em odontologia é regulamentada por normas e resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e por diretrizes do Ministério da Saúde, que estabelecem padrões para o controle de infecções, processamento de instrumentais, uso de EPIs, limpeza de ambientes e descarte de resíduos. Essas normas têm como objetivo garantir a segurança do paciente e da equipe de saúde. Considerando a legislação vigente e os regulamentos técnicos de biossegurança aplicáveis aos serviços odontológicos, analise as afirmativas abaixo e assinale a correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério normativo decisivo é a RDC nº 15/2012 da ANVISA, que exige processamento completo dos produtos para saúde com limpeza, inspeção, preparo/acondicionamento e esterilização quando indicada, além de monitoramento do processo; no mesmo eixo regulatório, não há autorização genérica para reprocessar descartáveis/produtos proibidos de reprocessar. Isso torna a alternativa A a única compatível com a base sanitária cobrada.

Tema central: Biossegurança odontológica
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está compatível com a lógica sanitária do processamento de artigos críticos em odontologia, porque esses materiais passam por limpeza, inspeção e esterilização, e o processo deve ser monitorado por indicadores. No contexto da questão, essa é a única opção alinhada às boas práticas da ANVISA para processamento de produtos para saúde.
B
Errada
A alternativa erra ao misturar processamento de artigos com higienização ambiental. Superfícies clínicas e ambientais devem ser submetidas a limpeza e desinfecção; isso não é substituído por esterilização em estufa. Estufa é método relacionado a artigos termorresistentes, não a bancadas ou superfícies do consultório.
C
Errada
A incorreção está em chamar o uso de EPI de opcional. Nas atividades odontológicas, o uso de EPI decorre do risco ocupacional e integra a proteção do trabalhador e do paciente; o tipo de EPI pode variar conforme o procedimento, mas isso não torna sua utilização facultativa.
D
Errada
A alternativa descreve uma autorização genérica que a ANVISA não dá. Pelas normas sobre reprocessamento, não é permitido reutilizar amplamente materiais descartáveis apenas porque passaram por desinfecção de alto nível e pareceram íntegros. Há produtos com reprocessamento proibido por norma ou rotulagem.
Pegadinha da questão
A banca explora confusões clássicas: tratar desinfecção de superfícies como se fosse esterilização de artigos, interpretar adequação do EPI ao procedimento como se o uso fosse opcional e supor que material descartável pode ser reprocessado genericamente após desinfecção.
Dica para questões semelhantes
  • Separe mentalmente três blocos: artigo crítico exige esterilização; superfície clínica exige limpeza e desinfecção; uma coisa não substitui a outra.
  • Quando a alternativa disser que EPI é facultativo em ambiente assistencial com risco ocupacional, a tendência é estar errada.
  • Em reprocessamento, desconfie de enunciados que liberam genericamente reutilização de descartáveis; a base normativa não autoriza isso de forma ampla.
  • Em itens sobre instrumental crítico, procure a sequência correta do processamento: limpeza, inspeção, preparo/acondicionamento e esterilização, com monitoramento do processo.

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