Analise: “A ideia de uma moeda única vem sendo defendida co...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3572655 Português
Leia o texto para responder a questão.


É possível uma moeda só?
Sonho dos viajantes compulsivos, a moeda única pode diminuir cada vez mais as barreiras geográficas, só que questões culturais e econômicas podem jogar a ideia no ralo

Por Augusto Decker e Pedro Borg

    Sim: Com a integração crescente dos sistemas financeiros, é possível imaginar uma moeda única ou regional, como é o euro hoje.
     Por que sim?
    A ideia de uma moeda única vem sendo defendida como uma maneira de transformar a tendência de integração financeira internacional em realidade, uma vez que hoje a economia trabalha quase sem fronteiras. Seria um cenário dos sonhos para viajantes compulsivos, já que as tediosas idas às casas de câmbio seriam extintas.
    Além da questão da praticidade, existe a vantagem de que acabariam os problemas de especulação cambial – como os chamados ataques especulativos que ocorreram ao longo da história. Não faria sentido tentar desvalorizar uma moeda única.
    “Um mundo com uma única moeda evitaria especulação. A diferença seria na oferta de preços. Em países mais ricos, haveria mais dinheiro. Logo, as coisas seriam mais caras. O oposto aconteceria em países mais pobres”, defende a futuróloga brasileira Lala Deheinzelin.
    Não: Como atingir um consenso global de uma política monetária única? Muitos interesses e barreiras teriam de ser amplamente debatidos.
    Por que não? 
    Os futurologistas acreditam na hipótese da moeda única. Mas nenhum dos economistas entrevistados pensa que esse seja o caminho para melhorar a situação financeira mundial. “O controle do dinheiro será de quem controla sua emissão”, alerta o mestre em economia Rubens Sawaya. “Independente se for uma instituição, um país ou a ONU, quem controlar essa moeda controlará a liquidez do dinheiro no mundo.”
    É como se, dessa maneira, todo o dinheiro no mundo tivesse o mesmo valor, o que configura um problema para países da periferia mundial, diz o economista. É a taxa de câmbio, ou a moeda mais barata, que faz os países mais pobres conseguirem manter seu produto competitivo ante os produzidos em países com economias maiores. “A vantagem de não ter uma moeda única é controlar a liquidez dos seus ativos em relação aos ativos de outros países”, explica Sawaya.
    A noção de que seria quase impossível chegar a uma moeda global também é corroborada pelo economista Gerson Caner. Para ele, o caminho passa por moedas regionais, como o euro. “Uma moeda global tem uma série de obstáculos geopolíticos e culturais. Ela mexeria com conceitos macroeconômicos arraigados, além do funcionamento de bancos centrais”, explica. “Imagine as nações mais poderosas tendo de negociar uma paridade única de uma moeda global?” 

Disponível em https://infograficos.estadao.com.br/focas/por-minhaconta/materia/e-possivel-uma-moeda-so/ 
Analise: “A ideia de uma moeda única vem sendo defendida como uma maneira de transformar a tendência de integração financeira internacional em realidade, uma vez que hoje a economia trabalha quase sem fronteiras. Seria um cenário dos sonhos para viajantes compulsivos, já que as tediosas idas às casas de câmbio seriam extintas.” E assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central da questão: A questão avalia gramática normativa, mais especificamente o domínio das regras de crase, pontuação e locução verbal. É fundamental dominar esses tópicos, pois aparecem em diversas provas de concursos, inclusive para Agente de Trânsito.

Justificativa da alternativa correta (B):

A alternativa B diz: “A crase deste trecho está incorreta.” Isso é falso. No trecho “idas às casas de câmbio”, ocorre crase por encontro da preposição "a" (exigida pelo verbo “ir” ou pela expressão “ida a”) + artigo feminino plural "as" (de “casas”). Portanto, usa-se corretamente o acento grave indicativo da crase: idas às casas.

Regra de referência (segundo Evanildo Bechara, Moderna Gramática Portuguesa): “Emprega-se a crase quando o termo antecedente exige a preposição ‘a’ e o seguinte aceita o artigo feminino 'a(s)'.” Aqui temos ambos os requisitos, pois “idas a” e “casas de câmbio”.

Análise das alternativas incorretas:

A) Após “hoje”, poderia utilizar uma vírgula.Correto. A vírgula, nesse caso (“uma vez que hoje, a economia…”), é opcional para separar o adjunto adverbial “hoje”. Não fere a norma-padrão.

C) A vírgula antes de “já que” está correta.Correto. Pela norma, conjunções explicativas e causais como “já que” devem ser precedidas por vírgula quando intercalam orações.

D) “Vem sendo defendida” é uma locução verbal.Correto. Locução verbal ocorre com dois ou mais verbos exercendo a mesma ação: neste caso, “vem” (auxiliar) + “sendo” (auxiliar) + “defendida” (verbo principal no particípio).

Estratégias para concursos: Ao revisar questões desse tipo, sempre identifique o termo regente e o termo regido para a crase, observe a função dos adjuntos adverbiais para pontuação e reconheça locuções verbais pelo emprego conjugado dos verbos.

Resumo: A alternativa incorreta é a B, pois a crase está corretamente aplicada no trecho analisado.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

Putsss, "E assinale a alternativa incorreta" fui pegou na inocência. Lembrem sempre de ler bem o enunciado!! hahaha

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo