Paciente portador de prótese total superior e PPR inferior p...
I. A má higienização de próteses removíveis é um dos fatores associados à superpopulação de Candida albicans e ao desenvolvimento da doença.
II. A candidíase bucal deve ser tratada com anti-inflamatórios na forma de bochechos bucais, e a prótese contaminada deve ser descartada.
III. Os antifúngicos de eleição para o tratamento da candidíase oral são: Anfotericina B e Caspofungina.
IV. A candidíase bucal pode ser frequente quando o sistema imune está enfraquecido em consequência de doenças crônicas ou HIV.
Está correto o que se afirma em
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Tema central: Candidíase oral (sapinho) em usuário de próteses. Transtorno oportunista por Candida albicans, manifestando-se como placas brancas, pastosas, que podem ser removidas, deixando base eritematosa. Fatores de risco: higiene deficiente de próteses, uso contínuo (dormir com prótese), boca seca, antibióticos, diabetes e imunossupressão (HIV).
Gabarito: D — Afirmativas I e IV corretas.
Por que I está correta? A higiene inadequada de próteses removíveis favorece biofilme denso e aumento de Candida, predispondo à candidíase e estomatite protética. Medidas-chave: escovação da prótese, remoção noturna, desinfecção adequada. Referências: Neville – Patologia Oral e Maxilofacial; IDSA 2016/atualizações para candidíase orofaríngea.
Por que IV está correta? A candidíase é comum quando há imunossupressão (HIV, neoplasias, corticoterapia) e em doenças crônicas como diabetes mal controlado. É marcador de imunidade comprometida. Fontes: UpToDate; Harrison’s; diretrizes IDSA.
Por que as demais estão incorretas?
II. Anti-inflamatórios em bochechos não tratam fungos. O manejo adequado inclui antifúngicos tópicos (nistatina suspensão, miconazol gel/clotrimazol pastilhas) e, nos casos moderados a graves ou refratários, fluconazol sistêmico. A prótese não é descartada; deve ser descontaminada (ex.: imersão em clorexidina 0,12% ou hipoclorito quando compatível com o material), ajustada e higienizada. Descartar é conduta desnecessária e antieconômica. Referências: IDSA 2016; Neville.
III. Anfotericina B e caspofungina são fármacos para candidíase invasiva (uso hospitalar), não de eleição para candidíase oral não complicada. Para a cavidade oral, a primeira linha é tópica; se precisar de sistêmico, fluconazol é preferido. UpToDate/IDSA reforçam essa hierarquia terapêutica.
Diagnóstico na prática: É clínico na maioria: placas brancas que se removem. Em casos atípicos, esfregaço com KOH/Gram mostrando pseudohifas/levaduras, cultura quando necessário. Avaliar fatores predisponentes (ajuste da prótese, xerostomia, glicemia, HIV quando indicado).
Conduta resumida (prova):
- Orientar higiene rigorosa e retirar a prótese à noite.
- Antifúngico tópico por 7–14 dias; considerar fluconazol se refratário/estenso.
- Desinfetar a prótese conforme material; corrigir traumas e ajustar base.
Pegadinhas: “Anti-inflamatório trata candidíase” (falso). “Descartar prótese contaminada” (excessivo; o correto é descontaminar). “Anfotericina B/caspofungina são de eleição oral” (reservados a formas invasivas).
Fontes: IDSA Clinical Practice Guideline for Oropharyngeal Candidiasis (2016, atualizações); UpToDate – Oropharyngeal candidiasis; Neville BW et al. Patologia Oral e Maxilofacial; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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Comentários
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• I. Verdadeira: A má higienização de próteses removíveis, juntamente com o hábito de não removê-las ao dormir, favorece o desenvolvimento da candidíase, pois o fungo adere ao polimetacrilato e aproveita microfissuras para a retenção de biofilme. A higiene deficiente é classificada como um dos principais fatores predisponentes locais para a doença.
• II. Falsa: A candidíase bucal deve ser tratada com agentes antifúngicos, e não anti-inflamatórios. recomendam a melhora da higiene bucal e da prótese, além de sua remoção durante o sono, mas não ha necessidade obrigatória de descartar a prótese contaminada como protocolo padrão.
• III. Falsa: O antifúngico de primeira escolha (eleição) para o tratamento em pacientes portadores de prótese ou irradiados é a nistatina, devido ao seu bom perfil de segurança e por não ser absorvida pelo trato gastrointestinal. Outros agentes amplamente utilizados incluem o clotrimazol (tópico) e o fluconazol (sistêmico). A anfotericina B é esta na lista de agentes poliênicos, mas geralmente associada a casos mais graves ou infecções fúngicas profundas.
• IV. Verdadeira: O comprometimento do sistema imune decorrente de doenças como o HIV ou leucemia é um dos principais fatores desencadeadores da candidíase. Ela é considerada a manifestação intraoral mais comum da infecção pelo HIV, surgindo frequentemente quando a contagem de linfócitos CD4+ diminui.
Portanto, as assertivas I e IV estão corretas.
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