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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Grupo 001 |
Q1673030 Medicina
Uma mulher de 65 anos de idade, tabagista (40 maços / ano), comparece ao médico por apresentar síndrome de Horner, associada a dispneia e perda de peso. A angiografia por tomografia computadorizada (ATC) de tórax fragmentada lesão pulmonar espiculada pulmonar de 3 cm, localizada em lobo direito superior. Realizou-se, então, uma biópsia que apresentava carcinoma de pequenas células.
Esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
A síndrome de Horner tem relação entre o pulmão e o nervo laríngeo recorrente.
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Alternativa correta: E) errado

O tema central desta questão é a Síndrome de Horner no contexto das neoplasias pulmonares, destacando a relevância anatômica dos trajetos nervosos do tórax e pescoço.

A síndrome de Horner caracteriza-se por ptose palpebral, miose e anidrose na face ipsilateral à lesão. Isso ocorre devido à interrupção das fibras do sistema nervoso simpático que saem do hipotálamo, passam pela medula, e percorrem o ápice pulmonar até alcançarem estruturas oculares. Tumores do ápice pulmonar, como o tumor de Pancoast (geralmente carcinoma de não pequenas células), podem comprimir o gânglio simpático cervical, provocando esse quadro clássico.

Segundo o Protocolo de Neoplasia Pulmonar: Abordagem Diagnóstica do HUWC, item 6.2.1: “Os cânceres do ápice pulmonar podem acometer […] o primeiro gânglio da cadeia simpática do tórax”. Não há relação fisiopatológica direta entre a síndrome de Horner e o nervo laríngeo recorrente.

O nervo laríngeo recorrente é um ramo do nervo vago que dá volta na artéria subclávia (lado direito) ou arco aórtico (lado esquerdo) e irriga — exceto um — os músculos da laringe. Lesões nesse nervo cursam com disfagia, disfonia ou rouquidão, mas não desencadeiam a síndrome de Horner.

A alternativa “certo” é errada por confundir vizinhança anatômica com relação fisiopatológica. O AVC do nervo laríngeo recorrente não leva à tríade clássica de Horner. Importante estratégia em prova: sempre avalie se o envolvimento do nervo é causal ou apenas regional.

Resumo prático: A síndrome de Horner resulta de lesão simpática e não do nervo laríngeo recorrente. Diagnóstico diferencial e compreensão anatômica refinada são essenciais para não errar questões semelhantes.

Dica: Em provas, destaque termos como “recorrente” ou “gânglio simpático” e relacione-os adequadamente à fisiopatologia.

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Comentários

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O item está incorreto, pois a síndrome de Horner é uma condição que resulta de lesão no sistema nervoso simpático e pode ser causada por diversas condições, como tumores, lesões da medula espinhal, entre outras. Embora possa estar associada a lesões no tórax, essa síndrome não tem relação direta com o nervo laríngeo recorrente. No caso apresentado, a presença de dispneia e lesão pulmonar sugere uma possível relação entre a síndrome de Horner e o carcinoma de pequenas células diagnosticado pela biópsia. O tratamento adequado do caso deve ser baseado em uma avaliação multidisciplinar e individualizada.

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