O período em que a ausência de um complemento nominal compro...

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Q359481 Português
Leia o texto abaixo para responder às questões de 01 a 07.

 O JEITINHO BRASILEIRO expressa duas características. A positiva é a capacidade de adaptação em diferentes situações. Isso dá ao país uma flexibilidade política e uma capacidade de inovação invejáveis. O lado negativo é uma ambiguidade em relação às regras. Isso afeta o sistema político e as instituições, que por vezes operam com um certo desprezo pelas regras formais do jogo político. Esta flexibilidade também está ligada ao “familismo amoral”, um padrão moral que privilegia as relações familiares e permite um desrespeito às regras daquilo que é público. Essa é a dimensão do comportamento brasileiro que mais propicia a corrupção. Percorremos um importante caminho até considerar essas práticas negativas para o sistema político, mas ainda não conseguimos superá-las. Corrupção depende da percepção, já que quem é corrupto não o admite publicamente. Não existe método para classificá-la internacionalmente. Ela varia de acordo com a liberdade de imprensa e das instituições democráticas de cada país. Os índices, principalmente o da Transparência Internacional, não consideram essas dimensões. Então, vemos países com ótimas performances comparativas, mas sem mecanismos democráticos, como a Malásia. Hoje, o Brasil está distante de aceitar uma postura de “roubo, mas faço”. Mas esse sistema político se deslegitima quando a opinião pública percebe que ele não consegue tratar da corrupção no seu interior. O grande problema não é perceber a corrupção, mas puni-la. O combate está muito concentrado no Executivo, especialmente na Polícia Federal. Já a mídia não tem um papel muito claro. Ela prefere novos casos a seguir até o final os já existentes. Poderia ser mais transparente, acompanhar exaustivamente toda a tramitação e exercer uma pressão maior sobre o Judiciário para que as punições ocorram. Resposta de Leonardo Avritzer ao questionamento “O jeitinho brasileiro é uma forma de corrupção?”, publicada na Revista de História da Biblioteca Nacional, nº 42, de março de 2009.  
O período em que a ausência de um complemento nominal compromete o entendimento do texto é;
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é verificar se a ausência de termo completivo compromete o sentido no contexto. Em “Poderia ser mais transparente, acompanhar exaustivamente toda a tramitação e exercer uma pressão maior sobre o Judiciário para que as punições ocorram.”, o referente é a mídia, mas a expressão “ser mais transparente” não explicita o objeto ou domínio dessa transparência, o que gera indeterminação semântica contextual e justifica o gabarito D.

Tema central: complemento nominal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque não há ausência de complemento nominal relevante. Em “A positiva é a capacidade de adaptação em diferentes situações.”, o nome “capacidade” já vem completado por “de adaptação”. O segmento “em diferentes situações” acrescenta circunstância; não corrige nenhuma suposta falta de complemento.
B
Errada
Está errada porque o nome “desprezo” já aparece com complemento expresso: “pelas regras formais do jogo político”. Portanto, a estrutura nominal está completa, e o período preserva o entendimento sem lacuna sintática desse tipo.
C
Errada
Está errada porque a análise aí não é de complemento nominal. Em “Os índices, principalmente o da Transparência Internacional, não consideram essas dimensões.”, “essas dimensões” funciona como objeto direto de “consideram”. A alternativa erra ao deslocar a questão para complemento nominal, quando o trecho traz complemento verbal expresso.
D
Certa
A alternativa D se sustenta porque, no trecho sobre o papel da mídia, o período enumera condutas concretas esperadas dessa instituição. Nesse encadeamento, “ser mais transparente” aparece sem explicitar em relação a que ou quanto se daria essa transparência, o que deixa o enunciado impreciso justamente no ponto em que o texto exige determinação mais clara. Essa lacuna é a única que a base reconhece como comprometedora do entendimento no contexto da questão.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tomar complemento verbal por complemento nominal, como em C, e aceitar “transparente” como semanticamente autossuficiente em D, sem perceber que, no contexto argumentativo, falta a explicitação do objeto dessa transparência.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro confirme se o termo a completar é nome, adjetivo ou advérbio; se for verbo, a análise já sai do campo do complemento nominal.
  • Não basta haver palavra de sentido amplo: a alternativa só serve se a falta do termo completivo realmente prejudicar a compreensão do período.
  • Verifique se o suposto núcleo já está completado por expressão preposicionada, como “de adaptação” ou “pelas regras formais do jogo político”.
  • Em períodos argumentativos, observe se um adjetivo fica indeterminado no contexto por não explicitar seu referente semântico.

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Comentários

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Identifiquei 2 complementos nominais nas alternativas

Na Letra B: "pelas regras formais do jogo político"

Na letra D: "sobre o Judiciário"

A remoção de qualquer um dos 2 prejudicaria o entendimento do texto, essa questão deveria ser anulada

Letra A - capacidade de adaptação é complemento nominal também

Poderia ser mais transparente, acompanhar exaustivamente toda a tramitação (dos casos) e exercer uma pressão maior sobre o Judiciário para que as punições ocorram.

Muito mal feita essa questão

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