A coesão e coerência textuais são características textuais ...

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Q1814564 Português
Juiz concede liberdade provisória a mulher presa por injúria racial contra taxista em BH
O magistrado estipulou uma fiança de R$ 10 mil que deve ser paga pela mulher antes de ser liberada.

    A Justiça concedeu liberdade provisória a Natália Burza Gomes Dupin, de 36 anos, presa depois de ofender um taxista negro no Bairro Santo Agostinho, na Região Centro- -Sul da cidade. Em audiência de custódia, realizada na manhã deste sábado no Fórum Lafayette, o Juiz determinou o pagamento de fiança de R$ 10 mil para liberar a ré. Os advogados de defesa informaram que vão se posicionar sobre o caso ainda nesta tarde.
    As audiências de custódia consistem na apresentação do preso em flagrante a um juiz no prazo de 24 horas. Após a audiência, o magistrado decide se o custodiado deve responder ao processo preso ou em liberdade, podendo ainda decidir pela anulação da prisão em caso de ilegalidade.
    A mulher foi autuada em flagrante por injúria racial, desacato, desobediência e resistência após dizer ao motorista que “não andava com negros” e de se confessar racista. Ela foi levada para uma unidade do sistema prisional, mas poderá ser solta. Segundo o registro policial, o taxista Luis Carlos Alves Fernandes, há 16 anos na profissão, estava parado na Avenida Álvares Cabral, em frente ao prédio da Justiça Federal.
    Ele teria presenciado a mulher, identificada como Natália Gomes, se aproximando com um idoso e aparentemente procurando um táxi. Segundo o motorista, ele se dirigiu à mulher para perguntar se precisava do serviço. Segundo relato da vítima que consta do boletim de ocorrência, no momento ele foi interrompido pela mulher, que teria dito: “Precisando de um táxi estou mesmo, mas não ando com negros”.
    O taxista disse que questionou se a mulher sabia que estava cometendo um crime. Nesse momento ela respondeu, segundo o relato do condutor: “Não gosto de negro mesmo. Sou racista”. E cuspiu no seu pé, contou ele. Ela chegou a entrar em um dos táxis, mas foi impedida de seguir com a corrida. A vítima narrou que todos ficaram muito revoltados e tentaram agredi-la. Entretanto, a polícia chegou muito rápido. “Até então, ela estava muito calma. Ela se exaltou ao chegar à delegacia, onde precisou ser algemada”, completou.
    De acordo com a PM, quando os militares chegaram ao local, a mulher os ignorou. Acabou sendo conduzida para a Delegacia Adjunta ao Juizado Especial Criminal (Deajec). Mesmo detida, segundo o boletim de ocorrência, a mulher continuou exaltada. De acordo com a PM, uma sargento pediu para ela se sentar na delegacia. Como resposta, foi chamada de “sapata”.
    O taxista conta que exerce a profissão há 16 anos como taxista e nunca havia sofrido nenhum tipo de preconceito, mas agora está revoltado. Segundo a vítima, desde o primeiro momento, a mulher foi muito arrogante e tinha certeza da impunidade. “Ela achou que diria o que disse e sairia impune. Disse que o pai é delegado e repetia ‘você não sabe com quem está falando’”. Luis Carlos ainda disse que é importante ficar atento: “O racismo não está só nas palavras usadas pela mulher. Pode ser muito sutil, mas precisamos denunciar”, disse o homem, que espera que o caso seja classificado como racismo.

(João Henrique do Vale; postado em 07/12/2019. Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2019/12/07/interna_gerai s,1106594/juiz-concede-liberdade-provisoria-mulher-presa-injuriaracial-taxista.shtml.)
A coesão e coerência textuais são características textuais fundamentais para a compreensão de um texto; a sugestão para um novo título do texto que mantém tais características pode ser encontrada em:
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Tema central: A questão avalia sua habilidade de interpretação de texto, com foco em coesão e coerência textuais. Entender esses conceitos é essencial para propor um título fiel ao conteúdo original do texto.

1. Coesão e Coerência: explicação didática
Coesão se refere à ligação adequada entre as partes do texto, por meio de conectivos e referentes. Já a coerência garante que não haja contradições e que as informações estejam dispostas de maneira lógica.
Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa): “Um texto é coeso quando apresenta conexão gramatical entre as frases. É coerente quando suas partes compõem uma unidade de sentido.”

2. Justificativa da alternativa correta — D
A alternativa D“Em BH, mulher presa por cometer crime de injúria racial recebe liberdade provisória conferida por juiz.” — é a única que:

  • Resume rigorosamente o ocorrido: local, fato (prisão por injúria racial), decisão (liberdade provisória) e agente da decisão (juiz).
  • Emprega termos adequados, seguindo a norma-padrão e mantendo o sentido do texto.
  • Evita inferências ou ambiguidades. Por exemplo, “por cometer crime de injúria racial” esclarece o motivo da detenção, garantindo coesão semântica com o enunciado.

3. Crítica das alternativas incorretas

A) “Mantém benefício” é vago e não corresponde à ação do juiz, além de faltar crase antes de “a mulher” (à mulher).

B) “Concedida mediante injúria racial” sugere que a injúria foi condição para a concessão da liberdade, o que é incoerente e contradiz o sentido do texto.

C) A redação induz a que a liberdade resulta do ato de ofensa e de ser hostilizada — relação causal equivocada. Ainda há ausência da crase em “a mulher”.

4. Estratégias para concursos
Sempre confronte os elementos centrais do texto com as alternativas: quem, onde, por quê, o que ocorreu e quem decide. Atenção a construções ambíguas ou frases que alterem o sentido — essas são pegadinhas comuns!

Resumo da regra: Títulos de textos exigem coesão (ligação clara entre as partes) e coerência (lógica e fidelidade ao sentido original), como ensinam Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo).

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Comentários

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A Diante do crime de injúria racial, juiz mantém benefício a mulher presa em BH.

ERRADA. O juiz não manteve liberdade provisória, ele concedeu liberdade provisória.

B Em BH, mulher presa tem liberdade provisória concedida mediante injúria racial.

KKKK??? Aqui basta ter bom senso.

C Liberdade provisória é concedida a mulher ao ofender taxista negro e ser hostilizada em BH.

Errada. A mulher não foi hostilizada.

D Em BH, mulher presa por cometer crime de injúria racial recebe liberdade provisória conferida por juiz. CORRETA.

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