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Q1784174 Português
O estudo das relações sintáticas em nível oracional, na maioria das vezes, resume-se à memorização dos elos coesivos conforme a sua classificação e subclassificação, ou seja, termos paratáticos, termos hipotáticos, conjunções aditivas, conjunções concessivas; uma das estratégias didático-pedagógicas para se atingir a compreensão pelos alunos do uso eficiente dos conectivos é:
Alternativas

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Tema central da questão: O foco está em interpretação de texto, com ênfase na identificação das relações semânticas entre sintagmas oracionais. Isso envolve compreender como as ideias se articulam por meio dos conectivos, essenciais para alcançar coesão e clareza em textos, competência indispensável a um professor de Língua Portuguesa.

Justificativa – Alternativa Correta (A):

A alternativa A) a identificação da relação semântica existente entre os sintagmas oracionais é a correta, pois segundo a norma-padrão e autores como Bechara e Cunha & Cintra, o uso eficiente dos conectivos parte do reconhecimento da relação de significado (como adição, oposição, causa, condição) entre as orações do período composto.
Ao perceber, por exemplo, que uma oração expressa condição (“Se estudar, será aprovado”), o aluno identifica o conectivo apropriado (“se”, “caso”). Assim, a compreensão da função semântica é a principal estratégia para o uso consciente e competente dos conectivos.

Análise das alternativas incorretas:

B) o desdobramento dos sintagmas oracionais segundo a sua estrutura profunda: essa abordagem pertence à análise linguística generativa, útil em estudos teóricos, mas pouco prática no ensino direto do uso dos conectivos, por não focar a relação de significado.

C) a reestruturação dos sintagmas oracionais mediante os seus termos integrantes: reestruturar termos integrantes (como sujeito, objeto) é relevante para análise sintática, porém não lida diretamente com a compreensão dos conectivos em sua função semântica.

D) o ordenamento dos sintagmas oracionais com base na hierarquia entre os termos: o conceito de hierarquia remete à relação sintática (por exemplo, oração principal e subordinada), mas não garante que o sentido lógico-semântico (como oposição ou consequência) será assimilado pelo aluno.

Dica para concursos: Quando o enunciado abordar conectivos, atente sempre ao sentido lógico-semântico entre orações, pois é isso que define o conectivo ideal a ser empregado.

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Comentários

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quando entendemos o uso pragmático dos conectivos fica mais facil o entendimento da frase como um todo.

A



"O estudo das relações sintáticas em nível oracional"

Refere-se ao estudo de como as partes de uma oração (frases, orações coordenadas, subordinadas, etc.) se conectam entre si.

"Na maioria das vezes, resume-se à memorização"

Quer dizer que, muitas vezes, o ensino ou a aprendizagem desse tema fica limitado apenas à decoração de classificações gramaticais, sem uma compreensão mais profunda.

"Dos elos coesivos conforme a sua classificação e subclassificação"

"Elos coesivos" são os elementos que ligam as partes da oração (ex: conjunções).

A crítica é que o estudo fica só em saber os nomes e as categorias desses elementos (por exemplo: saber se uma conjunção é aditiva, adversativa, causal etc.), em vez de entender o funcionamento real da estrutura sintática.

"Ou seja, termos paratáticos, termos hipotáticos, conjunções aditivas, conjunções concessivas"

Exemplos dessas classificações que os alunos acabam apenas memorizando:

  • Paratáticos: ligados por coordenação (ex: "e", "mas", "ou" etc.).
  • Hipotáticos: ligados por subordinação (ex: "porque", "quando", "embora" etc.).
  • Conjunções aditivas: que somam ideias (ex: "e", "nem").
  • Conjunções concessivas: que indicam concessão (ex: "embora", "ainda que").

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