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Q1784172 Linguística
Boa parte do material didático concernente ao ensino do funcionamento da língua portuguesa não coordena o estudo da morfologia com o da sintaxe; no entanto, a partir da dicotomia saussuriana entre as relações sintagmáticas e as paradigmáticas, é correto asseverar que:
Alternativas

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Tema central da questão: Trata-se da dicotomia saussuriana entre relações sintagmáticas e paradigmáticas e sua aplicação ao ensino de morfologia e sintaxe na Língua Portuguesa, fundamental para a formação de professores.

Explicação teórica: Em Ferdinand de Saussure, as relações sintagmáticas referem-se à combinação linear de elementos na cadeia da fala (por exemplo: “O menino comeu bolo”). Já as relações paradigmáticas são relações de substituição ou associação mental entre elementos do mesmo campo linguístico (por exemplo: menino/garoto/criança).

Morfologia estuda as classes de palavras e sua estrutura interna, enquanto a Sintaxe compreende as funções que essas palavras desempenham numa frase. A integração desses campos é a morfossintaxe.

Justificativa da alternativa correta (D):
Ao mostrar para o aluno as classes gramaticais que podem desempenhar determinadas funções sintáticas, o professor conecta morfologia (classe de palavra) e sintaxe (função na oração). Exemplo: ensinar que substantivos e pronomes pessoais podem ser sujeitos, assim como verbos podem ser predicados. Isso potencializa o entendimento do funcionamento da língua e desenvolve a consciência das relações sintagmáticas (combinação/função) e paradigmáticas (possibilidades de substituição).

Análise das alternativas incorretas:

A: Apesar de correta, é vaga: não aborda a articulação entre os conceitos de relação sintagmática/paradigmática e o ensino integrado de morfologia e sintaxe conforme pede o enunciado.

B: Erro conceitual: Reduz indevidamente a morfossintaxe às relações paradigmáticas, ignorando a essência das combinações lineares no discurso (sintagmáticas), necessárias para o entendimento sintático.

C: Inverte o conceito: categorias gramaticais (morfológicas) não determinam relações paradigmáticas no eixo sintagmático, pois paradigmas são do campo das possibilidades de substituição e não da combinação efetiva no discurso.

Dica para provas: Atenção a palavras como “apenas”, “sempre”, associações entre termos próximos (classe/função, paradigmas/sintagma) e limitações indevidas – comuns como pegadinha em concursos.

Referência essencial: Saussure (Curso de Linguística Geral), que consolida a teoria dos dois eixos de análise linguística.
Compreender e aplicar esses fundamentos prepara o candidato para interpretar e explicar, adequadamente, conteúdos essenciais dos editais de Língua Portuguesa.

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Comentários

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Como assim, “seria mais producente”?

Não entendi o motivo de o gabarito ser a letra D, mas deixo aqui um resuminho sobre sintagma e paradigma.

A língua portuguesa se divide em dois grandes eixos: o da seleção (também chamado de paradigma) e o da combinação (também conhecido como sintagma).

Paradigma: [...] está ligado à escolha das palavras em um texto (também é conhecido com eixo vertical). Ele está relacionado com a semântica. Um ponto importante aqui é que duas palavras não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo.

Sintagma: [...] está mais ligado à relação entre as palavras. Dele derivam a pontuação, a concordância e as relações de subordinação e coordenação. Ele está bastante ligado à sintaxe.

fonte: https://www.clubedoportugues.com.br/sintagma-x-paradigma/

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