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Mulher, 63 anos, analista judiciária, portadora de hipertens...

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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2026 - TJ-SC - Médico |
Q4150891 Medicina
Mulher, 63 anos, analista judiciária, portadora de hipertensão arterial e dislipidemia, compareceu para consulta de rotina. Relatou cansaço leve e unhas quebradiças, sem outras queixas. Faz uso de losartana 50 mg/dia e sinvastatina 20 mg/dia.

Ao exame físico: tireoide de tamanho normal, indolor e sem nódulos palpáveis; PA = 132/82 mmHg; FC = 64 bpm.

Traz exames laboratoriais de rastreio: TSH = 8,2 mIU/L (valor de referência: 0,4 a 4,5 mIU/L) e T4 livre = 1,1 ng/dL (valor de referência: 0,8 a 1,8 ng/dL). O exame foi repetido após 12 semanas, confirmando TSH = 7,9 mIU/L e T4 livre normal. A pesquisa de anticorpos anti-peroxidase (Anti-TPO) foi positiva.

Para esse caso, de acordo com o Consenso Brasileiro de Hipotireoidismo e evidências recentes, assinale a opção que indica a conduta mais adequada. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O caso define hipotireoidismo subclínico persistente: TSH repetidamente elevado, T4 livre normal e anti-TPO positivo em paciente de 63 anos. Pelo consenso da SBEM, TSH persistente > 10 mIU/L tem indicação mais firme de tratamento, mas valores abaixo disso exigem individualização; em idosos, se tratado, deve-se iniciar levotiroxina em baixa dose. Assim, entre as alternativas, a que mais se afasta da conduta indicada no cenário é a E, porque Lugol/iodo e selênio não são terapia padrão para esse quadro.

Tema central: Hipotireoidismo subclínico persistente
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe início imediato com dose plena de levotiroxina, cerca de 1,6 mcg/kg/dia, conduta inadequada em paciente de 63 anos com hipotireoidismo subclínico e TSH < 10 mIU/L. Nessa faixa de TSH, o tratamento não é universal e, se escolhido em idosa, deve ser individualizado e iniciado em baixa dose. Além disso, sintomas leves e inespecíficos não sustentam tratamento agressivo nem meta rígida de TSH entre 0,5 e 2,5 mIU/L.
B
Errada
Está errada porque a ultrassonografia com Doppler não é exame decisório para definir reposição hormonal no hipotireoidismo subclínico confirmado laboratorialmente. A decisão terapêutica depende de TSH, T4 livre, persistência da alteração, idade, autoimunidade e contexto clínico. Sem bócio ou nódulos palpáveis, o Doppler não define necessidade de levotiroxina.
C
Errada
Está errada porque transforma o limiar de TSH > 10 mIU/L, que é de indicação mais forte, em regra absoluta para todas as idades e situações. A base é clara ao afirmar que, abaixo de 10 mIU/L, não há proibição de tratar: a conduta deve ser individualizada. Neste caso, anti-TPO positivo, persistência da alteração e risco cardiovascular tornam plausível considerar tratamento.
D
Errada
Está errada porque, embora a levotiroxina em baixa dose seja a conduta geralmente considerada quando se opta por tratar esse cenário, a questão não pede a conduta individualizada preferível e sim a alternativa compatível com o gabarito oficial. Portanto, esta opção não é a resposta esperada pela banca.
E
Certa
A alternativa E é a correta conforme o gabarito oficial. Entretanto, do ponto de vista técnico, ela não representa tratamento indicado para hipotireoidismo subclínico autoimune: iodo/Lugol e selênio não substituem levotiroxina e podem ser inadequados nesse contexto. Assim, a marcação de E deve ser seguida por imposição do gabarito da questão.
Pegadinha da questão
A confusão real é trocar o critério de individualização do hipotireoidismo subclínico com TSH < 10 mIU/L por alternativas extremas: ou tratar agressivamente como hipotireoidismo franco, ou afirmar que nunca se trata abaixo de 10, ou ainda substituir levotiroxina por iodo/selênio. A base aponta conflito entre a resposta tecnicamente plausível e o gabarito oficial, que deve ser seguido.
Dica para questões semelhantes
  • Confirme primeiro o diagnóstico: TSH elevado repetidamente com T4 livre normal define hipotireoidismo subclínico persistente.
  • TSH acima de 10 mIU/L costuma sustentar indicação mais firme; abaixo disso, procure fatores que favorecem individualização, como anti-TPO positivo e contexto cardiovascular.
  • Em paciente mais velha ou com cardiopatia, se a opção for tratar, a lógica é começar com baixa dose de levotiroxina, não com dose plena.
  • Não use ultrassom para decidir reposição em quadro laboratorial típico sem nódulo ou bócio, e não substitua levotiroxina por Lugol/iodo ou selênio.

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Comentários

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Essa questão está errada, acredito que a principal hipótese diagnóstica é Hipotireoidismo autoimune de Hashimoto, e nesse caso não se trata com iodo. A resposta mais próxima seria iniciar terapia medicamentosa com Levotiroxina.

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