Uma mulher de 45 anos, com depressão grave e ideação suicid...

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Q3295449 Psiquiatria
Uma mulher de 45 anos, com depressão grave e ideação suicida, recusa tratamento e não tem suporte familiar. A legislação autoriza internação involuntária em risco de vida. Assinale a alternativa que contém a forma CORRETA de se proceder.
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Alternativa correta: A

1. Tema central:
Esta questão aborda a internação involuntária em psiquiatria diante de quadro grave de depressão com ideação suicida. O foco é avaliar como o profissional deve agir para garantir segurança do paciente, respeitando a legislação vigente.

2. Resumo teórico:
A internação involuntária está prevista na Lei 10.216/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais. Ela pode ser realizada sem consentimento do paciente, mediante risco à sua integridade ou de terceiros, sendo obrigatória a comunicação ao Ministério Público e outros órgãos competentes. O objetivo é garantir o acesso ao tratamento e a proteção da vida, especialmente quando inexiste suporte familiar.

3. Justificativa da alternativa correta (A):
Encaminhar para internação involuntária é a conduta correta diante de risco iminente, comunicando órgãos competentes e oferecendo tratamento medicamentoso e psicossocial. Isso segue a legislação e os princípios éticos de proteção à vida (Lei 10.216/2001; Manual do Ministério da Saúde sobre Urgências Psiquiátricas).

4. Análise das alternativas incorretas:

  • B: Liberar retorno ao lar ignora o risco de suicídio. A autonomia do paciente pode e deve ser restringida em situações de risco iminente, visando preservar a vida.
  • C: Oferecer apenas analgesia é inadequado e não trata o quadro psiquiátrico grave, negligenciando o risco.
  • D: Bloquear serviços de proteção e delegar a leigos vai contra as normas técnicas e éticas, colocando o paciente em risco ainda maior.

5. Estratégia de interpretação:
Atenção a palavras-chave como risco de vida e recusa de tratamento. Nessas situações, a legislação autoriza medidas protetivas, mesmo sem consentimento. Pegadinhas comuns são alternativas que supervalorizam a autonomia, ignorando o princípio da preservação da vida em emergências.

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