Homem, 62 anos, técnico judiciário, em acompanhamento pós i...

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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2026 - TJ-SC - Médico |
Q4150890 Medicina
Homem, 62 anos, técnico judiciário, em acompanhamento pós infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST ocorrido há 6 meses (tratado com angioplastia primária e implante de stent farmacológico em artéria descendente anterior).

Atualmente encontra-se assintomático, em uso de ácido acetilsalicílico 100 mg/dia, ticagrelor 90 mg a cada 12 horas, rosuvastatina 40 mg/dia, carvedilol 12,5 mg a cada 12 horas e ramipril 10 mg/dia. 

Exame físico: PA = 124/76 mmHg; FC = 62 bpm. Perfil lipídico atual: Colesterol Total = 138 mg/dL; HDL-c = 42 mg/dL; LDL-c = 68 mg/dL; Triglicerídeos = 140 mg/dL.

Segundo as atualizações da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2021/2024) e as evidências de grandes ensaios clínicos, assinale a opção que indica a conduta mais adequada para o manejo lipídico desse paciente.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Paciente em prevenção secundária pós-IAM, em uso de rosuvastatina 40 mg/dia (estatina de alta intensidade), com LDL-c de 68 mg/dL. Pela leitura operacional adotada pela questão, o alvo considerado para esse cenário já foi atingido, sem indicação mandatória de intensificação imediata; por isso, a alternativa A é a correta.

Tema central: Meta de LDL pós-IAM
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o paciente está em prevenção secundária, usa rosuvastatina 40 mg/dia, que é estatina de alta intensidade, e atingiu o alvo lipídico considerado pela leitura que sustenta o gabarito oficial, isto é, LDL-c abaixo de 70 mg/dL. Como está assintomático e não há relato de intolerância, hepatotoxicidade, CK elevada ou outro motivo para ajuste, não existe indicação obrigatória de intensificação imediata nem de redução da terapia.
B
Errada
Está errada porque propõe reduzir estatina de alta intensidade no pós-IAM sem qualquer evidência de intolerância ou contraindicação. O enunciado não traz mialgia, elevação de CK, toxicidade hepática, interação medicamentosa relevante ou outro dado que justifique desintensificação. Em prevenção secundária, enfraquecer rosuvastatina 40 mg para 20 mg por receio genérico de mialgia ou hiperglicemia contraria a lógica clínica do caso.
C
Errada
Está errada porque transforma PCSK9 em segunda linha obrigatória para LDL-c superior a 50 mg/dL, o que a base afasta expressamente. O escalonamento farmacológico não torna o PCSK9 mandatório nesse ponto, e os ensaios FOURIER e ODYSSEY sustentam benefício em pacientes selecionados com LDL persistentemente elevado apesar de tratamento otimizado, não obrigatoriedade universal imediata para qualquer paciente pós-IAM. Além disso, a base afirma que ezetimiba costuma preceder PCSK9 quando há necessidade de intensificação.
D
Errada
Está errada porque troca um esquema atual apropriado e potente por outro menos potente sem justificativa clínica do caso. Rosuvastatina 40 mg é estatina de alta intensidade; sinvastatina 40 mg tem menor potência. Mesmo associada à ezetimiba, essa substituição não é a conduta padrão em paciente estável, tolerando bem a terapêutica e com LDL já no alvo considerado pela banca. Argumento de custo-benefício do sistema não substitui critério clínico individual na resolução da questão.
E
Errada
Está errada dentro da lógica do gabarito oficial porque pressupõe necessidade obrigatória de intensificação com LDL-c de 68 mg/dL. A base reconhece que essa alternativa poderia parecer defensável sob metas mais estritas de documentos brasileiros recentes para muito alto risco, mas a questão foi resolvida pela leitura de que LDL-c abaixo de 70 mg/dL já representa alvo atingido nesse cenário. Portanto, pela referência operacional adotada pela banca, a ezetimiba não é mandatória aqui.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre metas de LDL-c de documentos diferentes: embora haja materiais brasileiros recentes com alvo mais estrito para muito alto risco, o gabarito oficial foi construído com a leitura de que LDL-c abaixo de 70 mg/dL já basta no pós-IAM em uso de estatina de alta intensidade.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique o nível de risco: infarto prévio coloca o paciente em prevenção secundária e muito alto risco.
  • Antes de intensificar ou reduzir, confira se a estatina já está em alta intensidade e se há intolerância documentada.
  • Quando a questão citar diretrizes de anos diferentes, descubra qual meta de LDL-c a banca efetivamente adotou para definir o gabarito.
  • Não trate PCSK9 como passo obrigatório automático; a base do escalonamento é estatina otimizada e, quando necessário, intensificação adicional conforme a meta considerada.

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