Homem de 68 anos, técnico judiciário, com diagnóstico de Dia...
Homem de 68 anos, técnico judiciário, com diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 há 12 anos, hipertensão arterial sistêmica e insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FE 32%),em seguimento ambulatorial regular.
Encontra-se em uso de metformina 1 g a cada 12 horas, sacubitril/valsartana 97/103 mg a cada 12 horas, carvedilol 25 mga cada 12 horas e espironolactona 25 mg/dia. Refere adesão adequada às medicações e ausência de hipoglicemias.
Exames laboratoriais recentes mostram: hemoglobina glicada =7,9%, potássio = 4,9 mEq/L, creatinina = 1,9 mg/dL e taxa de filtração glomerular estimada (eRFG) = 28 mL/min/1,73 m².
Considerando o manejo do diabetes e a otimização do prognóstico cardiovascular e renal, conforme diretrizes mais recentes, assinale a opção que apresenta a conduta mais adequada.
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: O dado decisivo é a eRFG de 28 mL/min/1,73 m²: abaixo de 30, a metformina deve ser suspensa; já um inibidor de SGLT2 pode ser indicado para benefício cardiorrenal quando a eRFG é pelo menos 20 mL/min/1,73 m². Isso sustenta a alternativa B.
- Em DM2 com DRC, use a eRFG para decidir metformina: abaixo de 30 mL/min/1,73 m², a base indica suspensão.
- Se houver ICFER e DRC, priorize iSGLT2 pelo benefício cardiorrenal, mesmo quando o efeito glicêmico estiver menor por TFG baixa.
- Não confunda segurança farmacocinética em rim com melhor proteção renal clínica: classe 'segura na DRC' não é automaticamente a melhor para prognóstico.
- Quando o enunciado pedir otimização cardiovascular e renal, a HbA1c isoladamente não decide a melhor alternativa.
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