Diabetes Mellitus é uma doença metabólica crônica caracteri...
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Tema central: Diagnóstico e monitoramento laboratorial do Diabetes Mellitus, com foco em testes bioquímicos (glicose plasmática, TOTG, HbA1c, insulina/peptídeo C) e avaliação de complicações (especialmente renais).
Alternativa correta: C — Insulina e peptídeo C avaliam a secreção endógena de insulina. No DM1, a destruição autoimune das células beta leva a baixos níveis de insulina e peptídeo C. No DM2, em geral há resistência insulínica com insulina/peptídeo C normais ou elevados inicialmente; podem cair tardiamente por falência beta. Observação útil: em uso de insulina exógena, o peptídeo C é o melhor marcador da produção endógena (permanece baixo no DM1). Referências: ADA Standards of Care 2024; UpToDate; Harrison’s.
Análise das alternativas incorretas
A) Falso. O TOTG (75 g/2h) não é contraindicado no DM2; é indicado quando há dúvida diagnóstica (p. ex., glicemia de jejum limítrofe) e é amplamente utilizado também no diabetes gestacional (protocolos específicos). O teste não “interfere” patologicamente no metabolismo da insulina; ele o avalia sob desafio. (ADA/OMS).
B) Falso. A HbA1c reflete a média glicêmica dos últimos ~8–12 semanas, com maior peso nas 4 semanas finais, não apenas 15 dias. Pode ser usada para diagnóstico sem jejum se o método for padronizado (NGSP/DCCT) e na ausência de interferências (anemias, hemoglobinopatias, DRC). (ADA 2024).
D) Falso. Glicemia capilar por glicosímetros é ótima para monitorização, mas não é exame de referência para diagnóstico devido à variabilidade dos dispositivos e interferências (hematócrito, temperatura). O padrão-ouro é glicose plasmática venosa em laboratório. (ADA/OMS).
E) Falso. O diabetes afeta a função renal. É mandatória a avaliação periódica de creatinina/eTFG e albuminúria (relação albumina/creatinina na urina) — anualmente em DM2 desde o diagnóstico e em DM1 após 5 anos, mesmo com bom controle glicêmico. (ADA 2024; Diretrizes nefro-diabetes).
Critérios diagnósticos (ADA/OMS):
- Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL; ou
- TOTG 2h ≥ 200 mg/dL; ou
- HbA1c ≥ 6,5%; ou
- Glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos.
Na ausência de sintomas, requer confirmação em dia diferente.
Estratégia de prova (pegadinhas): desconfie de termos absolutos como “exclusivo”, “contraindicado”, “apenas em jejum” e “exame de referência” para métodos point-of-care. Relacione marcadores: insulina + peptídeo C baixos → DM1; normais/altos → DM2 (fase inicial).
Referências essenciais: ADA Standards of Care in Diabetes 2024; OMS/WHO Diabetes diagnostic criteria; UpToDate (Evaluation of hyperglycemia); Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.
Gabarito: C
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Comentários
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Dosagem de insulina e peptidio C.
Níveis baixos de ambos os hormônios são um forte indicativo de diabetes tipo 1, enquanto no diabetes tipo 2 (principalmente no início da doença) esses níveis podem estar normais ou até elevados devido à resistência à insulina.
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