A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) caracteriza-se ...

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Q4332088 Fisioterapia
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) caracteriza-se por limitação persistente ao fluxo aéreo, frequentemente associada a retenção de ar e hiperinsuflação pulmonar dinâmica. Tal fenômeno repercute-se no aumento do volume pulmonar no final da expiração, na redução da eficiência diafragmática e na elevação do trabalho respiratório. No contexto de reabilitação respiratória, estratégias fisioterapêuticas dirigidas à otimização da ventilação alveolar e à redução do aprisionamento aéreo assumem particular relevância. Entre as técnicas disponíveis, qual se mostra mais adequada para favorecer o esvaziamento pulmonar, melhorar a relação ventilação/perfusão e reduzir a sensação de dispneia associada à hiperinsuflação dinâmica? 
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Gabarito: A — Expiração com lábios semicerrados.

A expiração com lábios semicerrados é uma técnica clássica indicada na DPOC, especialmente quando há hiperinsuflação dinâmica e dispneia.

>>Por que funciona? Ao expirar lentamente com os lábios parcialmente fechados, ocorre uma leve pressão positiva nas vias aéreas, ajudando a:

  • reduzir o colapso precoce das pequenas vias aéreas;

  • favorecer o esvaziamento pulmonar;

  • diminuir o aprisionamento aéreo;

  • reduzir a hiperinsuflação dinâmica;

  • diminuir o trabalho respiratório;

  • aliviar a dispneia.

Por que as outras estão erradas?

  • B) Inspiração máxima sustentada: aumenta o volume pulmonar e pode piorar a hiperinsuflação.

  • C) Apneia voluntária: não favorece a ventilação e pode aumentar desconforto respiratório.

  • D) Hiperventilação rápida: aumenta o trabalho respiratório e pode agravar a sensação de dispneia.

  • E) Compressão torácica contínua: não é a estratégia específica para reduzir a hiperinsuflação dinâmica.

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