Biossegurança é o conjunto integrado de práticas, equipamen...
Em relação às práticas de biossegurança em laboratórios de microbiologia clínica, analise as afirmativas abaixo:
I. A cabine de segurança biológica é fundamental para manipulação de agentes classificados como Nível de Biossegurança 2 ou superior, pois protege o operador, o ambiente e o produto.
II. O descarte de materiais perfurocortantes contaminados deve ser feito em recipientes rígidos, resistentes à perfuração e devidamente identificados.
III. O uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como jaleco, luvas e máscaras, pode ser dispensado em laboratórios de nível 1, desde que o trabalhador esteja atento às boas práticas de laboratório.
IV. A descontaminação de superfícies e bancadas deve ser realizada com soluções como álcool 70% ou hipoclorito de sódio para minimizar riscos de contaminação.
V. O treinamento contínuo da equipe é essencial para prevenção de acidentes e para o manejo correto dos agentes infecciosos.
Assinale a alternativa CORRETA:
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Tema central: Biossegurança em laboratórios de microbiologia clínica, com foco em práticas de proteção do trabalhador, do ambiente e do produto contra riscos biológicos.
Alternativa correta: D — Estão corretas as afirmações I, II, IV e V.
I. Cabine de Segurança Biológica (CSB): Verdadeiro. Em atividades de Nível de Biossegurança 2 (NB-2) ou superior, a CSB (especialmente classe II) é essencial para manipulações que gerem aerossóis, pois protege o operador (HEPA na entrada), o produto (fluxo unidirecional filtrado) e o ambiente (exaustão HEPA). Referências: BMBL 6th ed. (CDC/NIH), WHO Laboratory Biosafety Manual 4th ed. Pegadinha: não confundir com capela de fluxo laminar, que não protege o trabalhador.
II. Descarte de perfurocortantes: Verdadeiro. Deve ser feito em recipientes rígidos, resistentes à perfuração, estáveis, com tampa e identificação, respeitando o limite de enchimento (≈ 3/4). Base normativa: RDC ANVISA 222/2018 (resíduos de serviços de saúde) e NR-32 (segurança em serviços de saúde).
IV. Descontaminação de superfícies: Verdadeiro. O uso de álcool 70% (v/v) e hipoclorito de sódio é recomendado, observando sujidade e tempo de contato. Hipoclorito 0,1–0,5% para derramamentos biológicos; álcool 70% para superfícies limpas de uso rotineiro. Referências: WHO LBM 4th ed., ANVISA/Manuais de Biossegurança.
V. Treinamento contínuo: Verdadeiro. Capacitação periódica reduz incidentes, assegura uso correto de EPIs, CSB, descarte e resposta a acidentes. Exigido por NR-32 e recomendado por BMBL/WHO.
Por que a III está incorreta? III. EPIs no NB-1: Falso. Mesmo no NB-1, não se dispensa EPI. São exigidos: jaleco obrigatório; luvas quando houver risco de contato com material biológico/químico; proteção ocular/facial conforme risco. “Boas práticas” não substituem EPI. Referências: BMBL 6th ed., WHO LBM 4th ed., NR-32.
Estrategia de prova: - Desconfie de frases como “pode ser dispensado” para EPI — costuma ser armadilha. - Identifique palavras-chave: “CSB” (protege operador/ambiente/produto), “perfurocortantes” (recipiente rígido e identificado), “descontaminação” (álcool 70%/hipoclorito), “treinamento contínuo” (obrigatório).
Conclusão: A alternativa D está correta pois alinha-se às diretrizes BMBL (CDC/NIH), WHO e normas brasileiras (NR-32, RDC 222/2018), enquanto a afirmativa III contraria o requisito mínimo de EPI mesmo em NB-1.
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