A Diabetes mellitus (DM) é uma doença endócrino-metabólica d...

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Q1732642 Medicina
A Diabetes mellitus (DM) é uma doença endócrino-metabólica de etiologia heterogênea, que envolve fatores genéticos, biológicos e ambientais, caracterizada por hiperglicemia crônica, resultante de defeitos na secreção ou na ação da insulina. A doença pode evoluir com complicações agudas (hipoglicemia, cetoacidose e síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica) e crônicas, microvasculares (retinopatia, nefropatia, neuropatia) e macrovasculares (doença arterial coronariana, arterial periférica e cerebrovascular) (MELMED et al., 2016). De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Diabetes Mellitus Tipo 1, desenvolvido pelo Ministério da Saúde (2019), assinale a alternativa correta:
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Tema central: O foco desta questão é o diagnóstico e manejo dos diferentes tipos de Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), com atenção especial ao diabetes autoimune latente do adulto (LADA), utilizando protocolos atualizados do Ministério da Saúde.

Justificativa da alternativa correta (E):
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Diabetes Mellitus Tipo 1 (2019), na suspeita de LADA, é necessário realizar a dosagem de peptídeo C associado à pesquisa e titulação de autoanticorpos (como Anti-ICA, Anti-IAA, entre outros), para confirmar o diagnóstico.
Esta abordagem é fundamental porque o LADA apresenta características mistas: início tardio e progressivo, mas autoimunidade como no DM1. Diferenciar corretamente garante que o paciente receba tratamento insulínico oportuno e acompanhamento adequado, prevenindo complicações.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Objetivo glicêmico pré-prandial: Incorreta. O alvo (PCDT DM1) é 70 a 130 mg/dL, não até 145 mg/dL. Valor acima pode aumentar risco de complicações microvasculares.

B) Meta de HbA1c: Incorreta. A meta mais aceita para adultos é < 7,0% (Ministério da Saúde, ADA), exceto para pacientes idosos ou com comorbidades graves, onde um alvo menos rigoroso (< 8,0%) pode ser considerado. A alternativa generaliza.

C) Insulinopenia inequívoca: Incorreta. Descrever apenas sintomas clínicos não suficientemente caracteriza a insulinopenia. O diagnóstico deve incluir exames laboratoriais (peptídeo C baixo), conforme PCDT e consenso das sociedades científicas.

D) Componentes do tratamento do DM1: Incorreta. Segundo o PCDT DM1, os 5 pilares são: insulinoterapia, monitorização glicêmica, orientação nutricional, atividade física e educação em diabetes. Perda de peso não é componente exclusivo, já que muitos pacientes já apresentam emagrecimento.

Estratégias para a prova:
Preste atenção a números específicos (alvo glicêmico, HbA1c). Cuidado com palavras excludentes ou abrangentes ("necessariamente", "todos"), que costumam estar erradas ou ser pegadinhas.

Referência normativa:
Conforme o PCDT DM1: "Na suspeita clínica de diabetes autoimune tardio do adulto – LADA, é necessária a dosagem de peptídeo C acrescida dos resultados da pesquisa e titulação de pelo menos um dos marcadores de autoimunidade [...] que comprovem o diagnóstico." (p. 36)

Portanto, a alternativa E é a correta.

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Comentários

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A alternativa correta é a letra E, pois ela apresenta a informação correta sobre o diagnóstico da diabetes autoimune tardia do adulto, também conhecida como LADA. Nesse caso, é necessária a dosagem de peptídeo C e a pesquisa de pelo menos um dos marcadores de autoimunidade para confirmar o diagnóstico. As outras alternativas apresentam informações incorretas ou incompletas sobre tratamento, objetivos glicêmicos e sinais de insulinopenia em pacientes com diabetes mellitus tipo 1. É importante que o aluno compreenda as informações corretas sobre o diagnóstico e tratamento da diabetes mellitus para se preparar adequadamente para concursos públicos e para o cuidado com pacientes.

a) o objetivo glicêmico pré-prandial de 80 - 130;

b) A meta de HbA1c para indivíduos adultos com Diabetes Mellitus Tipo 1 é < 7,0%.

O diagnóstico de DM1 é feito pela presença de sinais e sintomas inequívocos de insulinopenia, como polidipsia, poliúria, polidipsia, perda de peso inexplicada e noctúria.

O diagnóstico de DM1, pode ser realizado na presença de cetoacidose diabética, que pode cursar com náuseas, vômitos, sonolência, torpor e coma podendo levar ao óbito.

Os exames laboratoriais para confirmação do diagnóstico de DM1 incluem: glicemia aleatória >200 mg/dL, glicemia de jejum >126 mg/dL, hemoglobina glicada >6,5% e glicemia 2 horas após ingestão oral de 75 g de glicose >200 mg/dL.

O LADA pode ter desenvolvimento lento e progressivo, de acordo com a deficiência de insulina, causando dificuldades para o diagnóstico e tratamento. Nestes casos, é necessário a solicitação do peptídeo C e, pelo menos, um dos marcadores de autoimunidade relacionados ao DM1 (Anti-ICA ou Anticorpo Anti-ilhota de Langerhans, Anti-IAA ou Anticorpo Anti-Insulina ou outros disponíveis).

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