A Diabetes mellitus (DM) é uma doença endócrino-metabólica d...
Gabarito comentado
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Tema central: O foco desta questão é o diagnóstico e manejo dos diferentes tipos de Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), com atenção especial ao diabetes autoimune latente do adulto (LADA), utilizando protocolos atualizados do Ministério da Saúde.
Justificativa da alternativa correta (E):
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Diabetes Mellitus Tipo 1 (2019), na suspeita de LADA, é necessário realizar a dosagem de peptídeo C associado à pesquisa e titulação de autoanticorpos (como Anti-ICA, Anti-IAA, entre outros), para confirmar o diagnóstico.
Esta abordagem é fundamental porque o LADA apresenta características mistas: início tardio e progressivo, mas autoimunidade como no DM1. Diferenciar corretamente garante que o paciente receba tratamento insulínico oportuno e acompanhamento adequado, prevenindo complicações.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Objetivo glicêmico pré-prandial: Incorreta. O alvo (PCDT DM1) é 70 a 130 mg/dL, não até 145 mg/dL. Valor acima pode aumentar risco de complicações microvasculares.
B) Meta de HbA1c: Incorreta. A meta mais aceita para adultos é < 7,0% (Ministério da Saúde, ADA), exceto para pacientes idosos ou com comorbidades graves, onde um alvo menos rigoroso (< 8,0%) pode ser considerado. A alternativa generaliza.
C) Insulinopenia inequívoca: Incorreta. Descrever apenas sintomas clínicos não suficientemente caracteriza a insulinopenia. O diagnóstico deve incluir exames laboratoriais (peptídeo C baixo), conforme PCDT e consenso das sociedades científicas.
D) Componentes do tratamento do DM1: Incorreta. Segundo o PCDT DM1, os 5 pilares são: insulinoterapia, monitorização glicêmica, orientação nutricional, atividade física e educação em diabetes. Perda de peso não é componente exclusivo, já que muitos pacientes já apresentam emagrecimento.
Estratégias para a prova:
Preste atenção a números específicos (alvo glicêmico, HbA1c). Cuidado com palavras excludentes ou abrangentes ("necessariamente", "todos"), que costumam estar erradas ou ser pegadinhas.
Referência normativa:
Conforme o PCDT DM1: "Na suspeita clínica de diabetes autoimune tardio do adulto – LADA, é necessária a dosagem de peptídeo C acrescida dos resultados da pesquisa e titulação de pelo menos um dos marcadores de autoimunidade [...] que comprovem o diagnóstico." (p. 36)
Portanto, a alternativa E é a correta.
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Comentários
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a) o objetivo glicêmico pré-prandial de 80 - 130;
b) A meta de HbA1c para indivíduos adultos com Diabetes Mellitus Tipo 1 é < 7,0%.
O diagnóstico de DM1 é feito pela presença de sinais e sintomas inequívocos de insulinopenia, como polidipsia, poliúria, polidipsia, perda de peso inexplicada e noctúria.
O diagnóstico de DM1, pode ser realizado na presença de cetoacidose diabética, que pode cursar com náuseas, vômitos, sonolência, torpor e coma podendo levar ao óbito.
Os exames laboratoriais para confirmação do diagnóstico de DM1 incluem: glicemia aleatória >200 mg/dL, glicemia de jejum >126 mg/dL, hemoglobina glicada >6,5% e glicemia 2 horas após ingestão oral de 75 g de glicose >200 mg/dL.
O LADA pode ter desenvolvimento lento e progressivo, de acordo com a deficiência de insulina, causando dificuldades para o diagnóstico e tratamento. Nestes casos, é necessário a solicitação do peptídeo C e, pelo menos, um dos marcadores de autoimunidade relacionados ao DM1 (Anti-ICA ou Anticorpo Anti-ilhota de Langerhans, Anti-IAA ou Anticorpo Anti-Insulina ou outros disponíveis).
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