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Q2301867 Medicina
A respeito da hiperprolactinemia, sabe-se que há uma relação positiva entre os níveis de prolactina e o grau de inibição do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano. A irregularidade menstrual dependente desta interferência, podendo haver ciclos levemente encurtados (insuficiência lútea), ciclos longos ou amenorreia. Há casos até de amenorreia primária. O bloqueio do eixo causa hipogonadismo hipogonadotrófico, com hipoestrogenismo e manifestações como secura vaginal, dispareunia, disfunção sexual e até redução da densidade mineral óssea. O distúrbio ovulatório causa infertilidade. A galactorréia não é um sinal específico, podendo estar presente em indivíduos normoprolactinêmicos, ou estar ausente na presença de níveis elevados de prolactina.


Sobre a hiperprolactinemia, assinale a alternativa INCORRETA:
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Tema central: A questão explora as principais causas da hiperprolactinemia, condição caracterizada pela elevação dos níveis séricos de prolactina e suas repercussões no eixo reprodutivo feminino.

Justificativa da alternativa correta (A):
A alternativa A está INCORRETA ao afirmar que "são raros" os casos de hiperprolactinemia em contextos de hipotireoidismo primário, SOP, cirrose hepática e insuficiência renal.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde: “As causas patológicas incluem doenças hipotalâmicas e hipofisárias, hipotireoidismo primário, insuficiência renal crônica, cirrose hepática e síndrome dos ovários policísticos.” (p. 9).
Ou seja, todas essas situações são causas frequentes do aumento de prolactina.

  • Hipotireoidismo primário: O excesso de TRH estimula a liberação de prolactina.
  • SOP: Pode cursar com aumento leve de prolactina por desequilíbrio hormonal.
  • Cirrose/IR: Reduzida depuração da prolactina leva à elevação sérica significativa.
Portanto, essa alternativa é a INCORRETA solicitada pela questão.

Análise das demais alternativas:

B) Correta. Prolactinomas são as causas mais comuns de hiperprolactinemia patológica. A distinção entre micro (<1cm) e macroprolactinomas (≥1cm) está em concordância com as diretrizes atuais (SBEM, UpToDate).

C) Correta. Lesões que comprimem a haste hipófise-hipotálamo bloqueiam a dopamina, resultando em “pseudoprolactinomas”: hiperprolactinemia por mecanismo não secretor. Isso inclui lesões infiltrativas, vasculares, pós-radioterapia e sela vazia, conforme descrito nos principais manuais, como Harrison’s (21ª ed., p. 2847).

D) Correta. Medicamentos como neurolépticos, antidepressivos tricíclicos, ISRS e drogas ilícitas (heroína, morfina) frequentemente elevam a prolactina, estando detalhados em diretrizes nacionais e internacionais (PCDT-MSU, SBEM).

Estratégias para provas: Atenção a frases como “são raros”, “nunca”, “sempre”, pois estas costumam indicar pegadinhas. Relacione sempre o conhecimento fisiopatológico às listas de causas das diretrizes.

Resumo: Hipotireoidismo, SOP, cirrose hepática e insuficiência renal SÃO causas comuns de hiperprolactinemia.

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Comentários

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A alternativa A é incorreta porque, de fato, há uma associação reconhecida entre o hipotireoidismo primário e a hiperprolactinemia. No hipotireoidismo, o aumento dos níveis de TRH (hormônio liberador de tireotropina) pode estimular a secreção de prolactina pela hipófise, levando a níveis elevados de prolactina no sangue. Além disso, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) também pode estar associada à hiperprolactinemia, embora a relação causal não seja totalmente clara. Do mesmo modo, em condições como cirrose hepática e insuficiência renal crônica, pode ocorrer hiperprolactinemia devido a alterações no metabolismo e excreção da prolactina. Portanto, ao contrário do que sugere a alternativa, não é raro encontrar hiperprolactinemia nessas condições médicas. As demais alternativas (B, C, D) descrevem corretamente várias causas e condições associadas a níveis elevados de prolactina, incluindo tumores produtores de prolactina (prolactinomas), pseudoprolactinomas (que causam aumento da prolactina por outros mecanismos), e a influência de certos medicamentos e drogas no aumento da prolactina. Portanto, ao explicar para o aluno, é importante reforçar o entendimento das associações corretas entre hiperprolactinemia e outras condições clínicas, bem como a importância de reconhecer a informação errônea apresentada na alternativa A.

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