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Q3331289 Medicina
Uma gestante a termo, em trabalho de parto, apresenta contrações uterinas regulares e intensas, porém com dilatação cervical lenta e parada da descida da apresentação fetal. Ao exame, o feto está em apresentação cefálica, posição occipito-posterior persistente. Qual o tipo de distocia mais provável e a conduta obstétrica recomendada? 
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Tema central: O caso clínico descreve uma distocia de rotação, situação em que o feto permanece em posição occipito-posterior persistente durante o trabalho de parto, impedindo a adequada progressão da dilatação cervical e da descida da apresentação fetal.

Justificativa da alternativa correta (B):

Neste contexto, a distocia de rotação ocorre quando há dificuldade na rotação adequada da cabeça fetal para a posição occipito-anterior, que é a mais favorável para o parto vaginal. Conforme as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal e o “Protocolo de Parto Vaginal Operatório” da MEAC, o fórceps rotacional – especialmente o de Kielland – é indicado para promover a rotação da cabeça fetal nestas situações, facilitando a progressão do parto e evitando complicações associadas à permanência da posição posterior.

Como reforçado nas diretrizes: “Pode-se indicar o fórceps baixo para rotação maior que 45º... para conversão de uma posição occípito-posterior para occípito-anterior” (Protocolo MEAC, seção Fórceps Baixo).

Análise das alternativas incorretas:

A) Distocia de ombro; manobra de McRoberts: Distocia de ombro ocorre após a saída da cabeça fetal, quando o ombro anterior impacta no púbis materno – quadro típico de partos de alto risco e não está relacionado a posição occipito-posterior.

C) Distocia de insinuação; cesariana: Distocia de insinuação se refere à dificuldade do feto atingir o estreito superior (plano zero de De Lee), e não corresponde ao caso descrito, que está em pleno trabalho de parto.

D) Distocia de desprendimento; manobra de Kristeller: Distocia de desprendimento ocorre no final do período expulsivo, enquanto aqui temos dificuldade na rotação e descida. A manobra de Kristeller é desencorajada segundo normativas atuais por suas associações com riscos maternos e fetais.

E) Distocia de posição; mudança de decúbito materno: A simples mudança de decúbito raramente resolve a posição occipito-posterior persistente quando já há falha da rotação espontânea. Nesse quadro avançado, a intervenção instrumental é necessária.

Estratégias de prova: Atenção a palavras específicas: “posição occipito-posterior persistente”, “parada da descida”, “trabalho de parto”, e “conduta obstétrica”. Busque sempre associar o mecanismo de parto e tipo de distocia à ferramenta ou manobra específica recomendada pelas diretrizes.

Conforme recomendações da literatura obstétrica e diretrizes nacionais, a conduta de escolha é o emprego do fórceps rotacional, respeitando indicações e critérios de segurança.

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