Todas as afirmativas sobre a Otite Externa Maligna estão co...
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Tema central: A questão aborda Otite Externa Maligna (OEM), uma infecção grave do meato acústico externo, de evolução potencialmente fatal, que acomete principalmente idosos, diabéticos e imunocomprometidos. O agente etiológico mais comum é a Pseudomonas aeruginosa.
Comentário da alternativa correta (incorreta quanto ao enunciado):
Alternativa C (mais de 20% dos pacientes necessitam de abordagem cirúrgica, mesmo com o advento das fluoroquinolonas) está INCORRETA. Atualmente, com a eficácia das fluoroquinolonas, como ciprofloxacina, a abordagem cirúrgica é rara, sendo reservada para complicações graves, como abscesso, osteomielite refratária ou compressão de estruturas vitais. Segundo o Manual MSD e protocolos da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, menos de 5-10% dos casos necessitam de cirurgia (referência: UpToDate, 2023).
Análise das alternativas:
A) Correta. A OEM se inicia na junção osteocartilaginosa do conduto auditivo externo e pode prosseguir para o osso temporal e base do crânio. Esse é o padrão clássico de evolução anatômica.
B) Correta. O processo infeccioso pode disseminar do meato acústico externo para a região parotídea, mastoide, orelha média e base do crânio, devido à proximidade anatômica e continuidade dos tecidos.
D) Correta. Tecido de granulação no assoalho do conduto auditivo é um sinal clássico, observado em exame físico, inclusive sendo considerado um critério clínico sugerido em diretrizes.
E) Correta. A tomografia computadorizada pode revelar sinais como erosão óssea e velamento das células da mastoide, úteis no diagnóstico e monitoramento da OEM.
Dicas de prova: Atenção a termos quantitativos (“mais de 20%...”) e a contexto epidemiológico e terapêutico nas alternativas, pois são pegadinhas comuns em provas para cargos médicos.
Evidências e protocolos: Segundo o “Otite Externa Maligna (OEM) – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, Ministério da Saúde, 2022”, o manejo é predominantemente clínico, com antibióticos de largo espectro. Cirurgia é indicação excepcional (p. 21).
Resumo: A alternativa C é a errada porque a necessidade de cirurgia ficou muito reduzida com o advento das fluoroquinolonas. As demais alternativas estão em concordância com a literatura médica e protocolos atuais.
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