Uma paciente com história de gestação recente apresenta nív...
Gabarito comentado
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O tema central da questão é o diagnóstico de doença trofoblástica gestacional, que inclui condições como mola hidatiforme, mola invasora e coriocarcinoma. Essas condições são caracterizadas por níveis elevados de beta-hCG e massa anormal no útero visualizada por ultrassonografia.
A alternativa correta é a alternativa B: Executar uma curetagem uterina para análise histopatológica do tecido. A curetagem uterina é a conduta inicial mais apropriada para confirmar o diagnóstico, pois permite a obtenção de tecido uterino para análise histopatológica, essencial para distinguir mola hidatiforme de outros tipos de massas ou condições malignas. Essa prática está de acordo com as diretrizes da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) para manejo de doença trofoblástica gestacional.
Vamos analisar por que as outras alternativas estão incorretas:
Alternativa A: Realizar uma ressonância magnética pélvica para avaliação detalhada da massa não é a abordagem inicial recomendada. A ressonância magnética pode ser usada em casos mais complexos para avaliar a extensão local, mas não substitui a análise histopatológica inicial.
Alternativa C: Iniciar quimioterapia adjuvante com base nos níveis de beta-hCG não é indicado sem confirmação diagnóstica histopatológica. A quimioterapia é uma etapa posterior no tratamento de algumas formas de doença trofoblástica, mas não deve ser iniciada sem diagnóstico definitivo.
Alternativa D: Prescrever um exame de sangue para determinar o tipo específico de anomalia genética não é o passo inicial. Embora testes genéticos possam ser úteis em certos contextos, como em caso de mola completa ou parcial, o diagnóstico inicial é feito através da análise dos tecidos.
Alternativa E: Agendar uma nova ultrassonografia em seis meses para monitorar a evolução da massa não é aceitável, pois atrasaria um diagnóstico que pode ser potencialmente grave. O manejo ativo é crucial para evitar complicações.
Em resumo, a curetagem para análise histopatológica é o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de condições associadas a doença trofoblástica gestacional. Esse procedimento deve ser realizado de modo a fornecer informações essenciais para o manejo e tratamento adequados.
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