Monlevade (2001) compartilha a história de Maria Faustina...

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Q3702502 Pedagogia

Monlevade (2001) compartilha a história de Maria Faustina, merendeira de uma escola estadual no Mato Grosso. Ela viveu o período da redemocratização, quando pôde se sindicalizar. Nesse movimento de unificação e profissionalização dos trabalhadores em educação, Maria Faustina “começou a se sentir não somente uma trabalhadora que ganhava salário como merendeira, mas uma educadora...”.


Na perspectiva do autor, a visão de Maria Faustina sobre sua atuação como educadora é

Alternativas

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Alternativa correta: A

Tema central: trata-se da noção sociológica de educação que ultrapassa a figura do professor e considera a escola como um espaço de práticas educativas em que diferentes profissionais contribuem para a formação dos alunos. É relevante em provas de pedagogia porque exige compreensão sobre papéis sociais, cultura escolar e reconhecimento profissional.

Resumo teórico (claro e progressivo): A sociologia da educação distingue entre currículo formal (professores e conteúdos) e currículo oculto/vida escolar (relações, regras, práticas cotidianas). Nesse quadro, merendeiros, zeladores, secretários e gestores influenciam processos de socialização, hábitos, valores e cuidados — desempenhando papéis educativos, ainda que com funções distintas. Fontes que sustentam essa visão: Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9.394/1996) que trata da escola como espaço coletivo e documentos pedagógicos que ressaltam a comunidade escolar (p. ex., orientações da BNCC e textos de autores como Paulo Freire e estudos sobre currículo oculto).

Por que A é correta: porque reconhece que diversos funcionários são, de fato, educadores na medida em que suas ações contribuem para a formação integral dos alunos. A alternativa admite as diferenças de função — elemento crucial: ser educador não equivale exclusivamente a ministrar aulas, mas a participar de um processo educativo institucional.

Análise das alternativas incorretas:

B — incorreta: restringe o conceito aos professores, ignorando o impacto educativo das interações e das práticas escolares não-docentes.

C — contraditória e errada: afirma que todos são educadores exceto os docentes, o que é logicamente inconsistente e oposto ao entendimento profissional.

D — imprecisa: afirmar que “tudo” na escola é educativo é exagero; há ações que podem ser não intencionais ou até prejudiciais — a ideia correta é que muitos eventos têm potencial educativo, nem sempre positivo.

E — incorreta: limita o papel de educador a cargos “acadêmicos”, negando o caráter coletivo da prática educativa na escola.

Dica de prova: procure palavras absolutas (sempre, apenas, somente, exceto) — frequentemente indicam alternativas armadilha. Considere o sentido sociológico de “educador” e se a alternativa reconhece diversidade de papéis e funções.

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