Paciente de 28 anos em tratamento para infecção pelo HIV ap...

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Q2041318 Medicina
Paciente de 28 anos em tratamento para infecção pelo HIV apresenta carga viral e tipagem linfocitária compatíveis com falha virológica. Vinha em uso de tenofovir, lamivudina e dolutegravir. Qual foi o critério utilizado para se confirmar a falha virológica?
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Tema central: A questão aborda o critério para confirmação de falha virológica em pacientes em tratamento para HIV, aspecto fundamental do manejo clínico dessa infecção na prática médica e nos concursos públicos.

Justificativa da alternativa correta (D):

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos (2023), a falha virológica é caracterizada por "carga viral detectável em dois exames consecutivos com intervalo de 4 semanas após pelo menos 6 meses de tratamento". A alternativa D expressa de forma exata este critério, refletindo a necessidade de observar persistência da viremia após tempo adequado de TARV para evitar conclusões precipitadas motivadas por variações transitórias.

Alternativas incorretas – análise crítica:

A, B e E: Todas fundamentam-se exclusivamente em contagem de CD4+, o que não é recomendado para diagnóstico de falha virológica. O valor de CD4+ pode permanecer baixo por motivos diversos, sem representar falha da TARV. As diretrizes atuais preconizam avaliação da resposta virológica (carga viral), e não apenas imunológica.

C: Apresenta critério semelhante ao correto, porém, antecipa para o terceiro mês após início da terapia, o que está incorreto. Antes de 6 meses, muitos pacientes ainda podem apresentar carga viral transitória, sem que isso represente insucesso terapêutico estabelecido.

Dica de prova – como evitar pegadinhas:

Fique atento a palavras-chave como “após três meses” versus “após seis meses”. O tempo mínimo com TARV sempre deve ser ≥6 meses para avaliação de falha virológica. Outro ponto é não se basear apenas no CD4+ para definir falha – a carga viral é parâmetro obrigatório segundo o Ministério da Saúde e a OMS.

Referência:

No PCDT HIV 2023, seção “Falha virológica”, lê-se: “Confirma-se a falha virológica com carga viral detectável em dois exames consecutivos, com intervalo de quatro semanas, após seis meses de início de TARV”.

Em síntese: a alternativa D é correta por utilizar os critérios atualizados, baseando-se em evidência robusta e recomendação oficial.
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Comentários

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O critério utilizado para se confirmar a falha virológica foi a alternativa D, carga viral detectada em dois exames consecutivos em um intervalo de 4 semanas após seis meses de tratamento. Isso ocorre porque após seis meses de tratamento, espera-se que a carga viral do paciente já esteja controlada. Se a carga viral ainda estiver detectável em dois exames consecutivos em um intervalo de 4 semanas, isso indica que o tratamento não está sendo eficaz e que é necessário mudar a terapia antirretroviral para evitar a progressão da doença. A opção A e B se referem à avaliação da queda de células CD4+ e não à falha virológica. A opção C se refere a uma carga viral detectada após três meses de tratamento, o que não é suficiente para confirmar a falha virológica. A opção E se refere apenas à avaliação da tipagem linfocitária e não considera a carga viral.

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