Na prática escolar típica, tanto os ensinamentos
quanto os exercícios e as avaliações param, frequentemente, na identificação de objetos e funções. É
comum que se solicite a alunos ou vestibulandos que
respondam se tal palavra é um adjetivo ou um substantivo, se um certo “que” é uma conjunção integrante
ou um pronome etc. A minha pergunta, que tenho
feito a professores em palestras, e que repito aqui, é a
seguinte: depois que você achou um advérbio, o que
é que você faz com ele? Pergunto sempre isso porque
acho que o importante não é identificar, embora este
possa ser o primeiro e necessário passo para depois
poder dar outros. Mas, repito, em geral, para-se na
identificação. Eu diria que o mais importante não é
identificar, mas tentar explicitar o que é que tal palavra ou locução está fazendo aí. Especialmente, que
importância tem para a significação. Com quais outras
palavras ou expressões está relacionada? Se mudasse
de lugar, provocaria uma mudança no sentido?
Tomemos um exemplo bastante simples (se é que há
algum exemplo simples em alguma língua), a frase: “O
chefe disse que ia viajar ontem.” Tenho certeza de que,
se essa frase fizesse parte de um exame qualquer, e
supondo que o examinador quisesse checar o conhecimento do candidato a propósito de “ontem” perguntaria pela função dessa palavra na frase ou por sua
classificação segundo a gramática. [...]
POSSENTI, Sírio. A cor da língua e outras croniquinhas de linguista.
Campinas: Mercado das Letras, 2009. p. 22-23
Assinale a alternativa correta de acordo com o
Texto.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Treine mais com um simulado focado no seu concurso. Criar simulado
teste
Parabéns! Você acertou!
Está mandando bem! Treine mais em um simulado completo. Criar simulado