Determinadas condições cardíacas apresentam maior risco de ...
Gabarito comentado
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Tema central: Profilaxia antibiótica da endocardite infecciosa (EI) em condições cardíacas de alto risco — assunto relevante, recorrente em concursos médicos e fundamental na assistência ao paciente com cardiopatias.
Comentário didático:
A endocardite infecciosa é uma infecção grave das estruturas cardíacas, principalmente válvulas e endocárdio, por germes como Streptococcus viridans e Staphylococcus aureus. Determinadas cardiopatias aumentam sobremaneira o risco de EI após procedimentos que causam bacteremia (ex: odontológicos invasivos).
As diretrizes da American Heart Association (AHA 2007) e da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC 2015) estipulam claramente os grupos de maior risco e, portanto, elegíveis à profilaxia antibiótica:
- Prótese valvar cardíaca (incluindo transcateter): indicação inequívoca.
- Episódio prévio de EI: risco de recorrência é alto; profilaxia sempre indicada.
- Cardiopatia congênita cianótica não corrigida (ou corrigida com material protético nos 6 primeiros meses, ou se perfistência de defeitos/resíduos junto ao material): todos esses grupos devem receber profilaxia.
Justificativa para o gabarito:
Todas as condições citadas na questão são, segundo as diretrizes internacionais e nacionais, INDICAÇÕES de profilaxia antibiótica para EI. Não há, portanto, erro conceitual nos exemplos referidos. O raciocínio clínico deve ser: “Paciente com qualquer uma dessas condições deve receber antibiótico profilático se submetido a procedimento de risco.”
Análise crítica do gabarito oficial:
A alternativa oficial indica “E) errado”, mas, com base nas evidências científicas e nas diretrizes clínicas mais atuais (AHA 2007, ESC 2015, Ministério da Saúde), o correto seria marcar C) certo.
Estratégia de prova: Atenção para os critérios de inclusão e exclusão de alto risco. Pegadinhas comuns incluem mencionar defeitos cardíacos sem material protético, cardiopatias corrigidas há mais de 6 meses sem lesão residual, ou valvopatias adquiridas que não tenham próteses ou história de EI prévio — esses casos não são indicações de profilaxia.
Referências:
• Diretriz da AHA 2007: “A profilaxia está indicada para pacientes com prótese valvar, EI prévia, cardiopatia congênita cianótica não corrigida, correção recente com material protético ou defeito residual” (seção Recomendações).
• ESC 2015; Ministério da Saúde: confirmam integralmente os critérios.
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