Determinadas condições cardíacas apresentam maior risco de ...

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Q2318483 Medicina
Determinadas condições cardíacas apresentam maior risco de endocardite infecciosa devendo realizar profilaxia antibiótica, quando submetidas a cirurgias de alto risco. São consideradas indicações para profilaxia antibiótica para endocardite infecciosa pacientes com: cardiopatia congênita corrigida com shunt residual até seis meses do procedimento, prótese valvar transcateter, episódio prévio de endocardite e cardiopatia congênita cianótica. 
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Tema central: Profilaxia antibiótica da endocardite infecciosa (EI) em condições cardíacas de alto risco — assunto relevante, recorrente em concursos médicos e fundamental na assistência ao paciente com cardiopatias.

Comentário didático:

A endocardite infecciosa é uma infecção grave das estruturas cardíacas, principalmente válvulas e endocárdio, por germes como Streptococcus viridans e Staphylococcus aureus. Determinadas cardiopatias aumentam sobremaneira o risco de EI após procedimentos que causam bacteremia (ex: odontológicos invasivos).

As diretrizes da American Heart Association (AHA 2007) e da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC 2015) estipulam claramente os grupos de maior risco e, portanto, elegíveis à profilaxia antibiótica:

  • Prótese valvar cardíaca (incluindo transcateter): indicação inequívoca.
  • Episódio prévio de EI: risco de recorrência é alto; profilaxia sempre indicada.
  • Cardiopatia congênita cianótica não corrigida (ou corrigida com material protético nos 6 primeiros meses, ou se perfistência de defeitos/resíduos junto ao material): todos esses grupos devem receber profilaxia.

Justificativa para o gabarito:

Todas as condições citadas na questão são, segundo as diretrizes internacionais e nacionais, INDICAÇÕES de profilaxia antibiótica para EI. Não há, portanto, erro conceitual nos exemplos referidos. O raciocínio clínico deve ser: “Paciente com qualquer uma dessas condições deve receber antibiótico profilático se submetido a procedimento de risco.”

Análise crítica do gabarito oficial:

A alternativa oficial indica “E) errado”, mas, com base nas evidências científicas e nas diretrizes clínicas mais atuais (AHA 2007, ESC 2015, Ministério da Saúde), o correto seria marcar C) certo.

Estratégia de prova: Atenção para os critérios de inclusão e exclusão de alto risco. Pegadinhas comuns incluem mencionar defeitos cardíacos sem material protético, cardiopatias corrigidas há mais de 6 meses sem lesão residual, ou valvopatias adquiridas que não tenham próteses ou história de EI prévio — esses casos não são indicações de profilaxia.

Referências:

• Diretriz da AHA 2007: “A profilaxia está indicada para pacientes com prótese valvar, EI prévia, cardiopatia congênita cianótica não corrigida, correção recente com material protético ou defeito residual” (seção Recomendações).

• ESC 2015; Ministério da Saúde: confirmam integralmente os critérios.

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Comentários

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A questão apresenta informações sobre indicações para profilaxia antibiótica em pacientes com determinadas condições cardíacas que estão sob risco de desenvolver endocardite infecciosa. No entanto, o texto contém imprecisões que necessitam de correção. As diretrizes atuais para profilaxia da endocardite infecciosa têm se tornado mais restritivas ao longo dos anos, limitando as indicações para profilaxia às situações com maior risco para complicações. De acordo com essas diretrizes, a profilaxia é recomendada apenas para pacientes com as seguintes condições: próteses valvares cardíacas, história prévia de endocardite infecciosa, doença cardíaca congênita cianótica não reparada ou reparada com shunt protético ou dispositivo de condução até seis meses após o procedimento ou se há defeitos residuais na região de dispositivos implantados. Não há recomendação para profilaxia em pacientes com cardiopatia congênita corrigida sem shunt residual, além do período estipulado de seis meses, ou para prótese valvar transcateter sem outras condições associadas. Além disso, a profilaxia antibiótica é recomendada para procedimentos específicos, principalmente odontológicos, que envolvam manipulação da gengiva ou áreas periapicais dos dentes e procedimentos em regiões infectadas. A menção a "cirurgias de alto risco" é vaga e pode levar a interpretações equivocadas, pois o risco de endocardite não é determinado pela cirurgia em si, mas pela condição cardíaca do paciente e pela possibilidade de bacteremia associada ao procedimento. Portanto, a questão precisa ser revisada para refletir as diretrizes atuais e evitar mal-entendidos sobre as recomendações para profilaxia de endocardite infecciosa.

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