Em “Daí caímos doentes”, há uso de linguagem coloquial. Mant...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q377973 Português
            As doenças endêmicas nos fazem lembrar um pouco da moda: algumas aparecem e desaparecem com igual rapidez, mas outras vêm para ficar. A moda, entretanto, quando pega, vai conquistando mais e mais pessoas espalhadas por todos os cantos. Já as doenças endêmicas restringem-se a uma região e afetam um número mais ou menos constante de pessoas. E, assim como a moda, seguem as estações do ano: algumas doenças endêmicas associam-se às condições climáticas.
            A gripe é um bom exemplo desse fenômeno: quando chega o inverno, cerca de ¼ dos habitantes da região Sudeste do país fica gripada [...] Acontece que, durante o inverno, condições ambientais favorecem os vírus e o equilíbrio que vínhamos mantendo com eles é rompido. Daí caímos doentes. Resiste melhor à gripe quem tem melhor alimentação, melhores condições de habitação, de higiene, menos propensão ao estresse etc.
            Quando o equilíbrio entre parasita e hospedeiro é comprometido, as doenças endêmicas fogem de controle e transformam-se em epidemias.


            Moacyr Scliar (et al.) Saúde pública: histórias, políticas e revolta. São Paulo: Scipione, 2002, p.89.

Em “Daí caímos doentes”, há uso de linguagem coloquial. Mantendo o sentido da frase e empregando a linguagem formal padrão escrita, deve-se escrever:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: C

Fundamento decisivo: No trecho “Acontece que, durante o inverno, condições ambientais favorecem os vírus e o equilíbrio que vínhamos mantendo com eles é rompido. Daí caímos doentes.”, “daí” atua como marcador discursivo coloquial de consequência. Como a questão pede reescrita em linguagem formal padrão escrita, a substituição deve manter essa relação semântico-textual e não pode trocar consequência por causa, tempo, condição ou oposição.

Tema central: conector de consequência
Análise das alternativas
A
Errada
“Pois” não reproduz com fidelidade o valor consecutivo de “daí” no contexto. A questão exige manutenção do sentido com reescrita formal, e aqui o conector adequado é o que expressa consequência, não um item que não corresponde com precisão a essa relação semântico-discursiva.
B
Errada
“Nisso” desloca o valor para uma referência temporal ou situacional (“nesse momento”, “nessa situação”), sem estabelecer a consequência exigida pelo período. Assim, altera a relação lógica entre as partes da frase.
C
Certa
A alternativa C está correta porque “por isso” reescreve formalmente o coloquial “daí” e preserva a relação de consequência do período. O texto apresenta primeiro o rompimento do equilíbrio com os vírus e, depois, o efeito dessa situação: adoecemos.
D
Errada
“Senão” é semanticamente incompatível com o trecho, porque não expressa a consequência afirmada no texto. Em geral, relaciona-se a alternativa negativa, exceção ou valor condicional/ameaça, o que quebra o sentido do período.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre simples retomada do enunciado anterior e marcação correta da relação lógico-semântica. O erro mais provável é confundir consequência com causa e escolher “pois” em vez de “por isso”.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique primeiro a relação entre os segmentos: aqui, o segundo enunciado é efeito do primeiro.
  • Em reescrita, é preciso preservar ao mesmo tempo sentido e registro formal.
  • Verifique se o conector escolhido marca exatamente consequência, e não causa, tempo, condição ou mera retomada.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

Gab. C

Por isso caímos doentes.


Daí = causa ou consequência

Pois = conclusão

Nisso = demonstração

Por isso = causa ou consequência

Senão = contrário de

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo