Paciente de 25 anos de idade, deu entrada em serviço de eme...
Gabarito comentado
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Tema central:
A questão aborda a dissecção aguda da aorta tipo A, uma verdadeira emergência cirúrgica. Trata-se de um quadro que envolve o acometimento da aorta ascendente, e traz risco de morte elevado – podendo chegar a 1-2% de mortalidade por hora nas primeiras 24h quando não tratada.
Justificativa para a alternativa correta (D):
A conduta fundamental em pacientes com dissecção da aorta tipo A é a intervenção cirúrgica imediata. Quando o hospital não dispõe de serviço de cirurgia cardiovascular, o encaminhamento deve ser direto ao centro cirúrgico de hospital terciário, sem atrasos para exames adicionais. Isso se justifica porque o risco de ruptura, tamponamento cardíaco e morte súbita é altíssimo.
Segundo o Protocolo de Unidade de Emergência do Hospital São Rafael:
“Tratamento Cirúrgico: 1 - Dissecção aguda do tipo A”.
E conforme as Diretrizes Brasileiras e UpToDate, o tratamento desta condição é essencialmente cirúrgico e imediato, priorizando sempre a transferência rápida.
Análise das alternativas incorretas:
A) Realizar ECO transesofágico prolongaria a transferência e tratamento definitivo. Em casos típicos com diagnóstico já confirmado e instabilidade, não há ganho real para o paciente.
B) A punção pericárdica como medida isolada pode causar piora hemodinâmica (ao aliviar o tamponamento e permitir extravasamento sanguíneo), além de atrasar a correção cirúrgica definitiva.
C) Realizar angioTC de tórax pode atrasar tratamento, já que o diagnóstico suficiente para conduta foi alcançado clinicamente e pelo eco transtorácico.
E) Aortografia é um exame invasivo, atualmente obsoleto para dissecção aórtica aguda – além de representar atraso perigoso.
Pontos-chave e estratégias de prova:
O enunciado informa instabilidade hemodinâmica com sinais de choque e diagnóstico já comprovado. A palavra-chave é a urgência de transferência para abordagem cirúrgica. Provas costumam cobrar identificação e priorização do tempo-resposta no manejo destes casos.
Resumo final:
Diante de dissecção tipo A, instável e com diagnóstico estabelecido, o tempo é vida: transfira imediatamente e acione a equipe cirúrgica. Outras medidas apenas retardam o tratamento e aumentam risco de óbito.
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