Paciente de 25 anos de idade, deu entrada em serviço de eme...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q2909074 Medicina
Paciente de 25 anos de idade, deu entrada em serviço de emergência com história de mal-estar e sensação de desmaio, em repouso, há cerca de uma hora da admissão. Ao exame, mostrava-se agitado, PA 60 x 50 mmHg, FC: 150 bpm, pulsos não palpáveis em MMSS e presentes em MMII. Rx de tórax mostrava cardiomegalia e alargamento do mediastino. Submetido a ECO transtorácico que demonstrou tratar-se de um quadro de dissecção da aorta ascendente com sinas de restrição do AD. Avaliação laboratorial mostrou: Hb: 14,2; Ht: 42,9; Leuco: 12.400; Ur: 30,5; Cr: 1,2; TGO: 21; TGP: 34. Inicialmente, o plantonista procedeu à intubação orotraqueal,infusão rápida de solução salina e introdução de noradrenalina. A PA elevou-se para 126 x 40 mmHg. O hospital não dispõe de serviço de cirurgia cardiovascular. Assinale a alternativa que indica a melhor conduta a ser realizada.
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central:
A questão aborda a dissecção aguda da aorta tipo A, uma verdadeira emergência cirúrgica. Trata-se de um quadro que envolve o acometimento da aorta ascendente, e traz risco de morte elevado – podendo chegar a 1-2% de mortalidade por hora nas primeiras 24h quando não tratada.

Justificativa para a alternativa correta (D):
A conduta fundamental em pacientes com dissecção da aorta tipo A é a intervenção cirúrgica imediata. Quando o hospital não dispõe de serviço de cirurgia cardiovascular, o encaminhamento deve ser direto ao centro cirúrgico de hospital terciário, sem atrasos para exames adicionais. Isso se justifica porque o risco de ruptura, tamponamento cardíaco e morte súbita é altíssimo.
Segundo o Protocolo de Unidade de Emergência do Hospital São Rafael:
Tratamento Cirúrgico: 1 - Dissecção aguda do tipo A”.
E conforme as Diretrizes Brasileiras e UpToDate, o tratamento desta condição é essencialmente cirúrgico e imediato, priorizando sempre a transferência rápida.

Análise das alternativas incorretas:

A) Realizar ECO transesofágico prolongaria a transferência e tratamento definitivo. Em casos típicos com diagnóstico já confirmado e instabilidade, não há ganho real para o paciente.
B) A punção pericárdica como medida isolada pode causar piora hemodinâmica (ao aliviar o tamponamento e permitir extravasamento sanguíneo), além de atrasar a correção cirúrgica definitiva.
C) Realizar angioTC de tórax pode atrasar tratamento, já que o diagnóstico suficiente para conduta foi alcançado clinicamente e pelo eco transtorácico.
E) Aortografia é um exame invasivo, atualmente obsoleto para dissecção aórtica aguda – além de representar atraso perigoso.

Pontos-chave e estratégias de prova:
O enunciado informa instabilidade hemodinâmica com sinais de choque e diagnóstico já comprovado. A palavra-chave é a urgência de transferência para abordagem cirúrgica. Provas costumam cobrar identificação e priorização do tempo-resposta no manejo destes casos.

Resumo final:
Diante de dissecção tipo A, instável e com diagnóstico estabelecido, o tempo é vida: transfira imediatamente e acione a equipe cirúrgica. Outras medidas apenas retardam o tratamento e aumentam risco de óbito.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo