O diabetes melito do tipo 2 é um grave problema de saúde púb...

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Q843185 Segurança e Saúde no Trabalho

O diabetes melito do tipo 2 é um grave problema de saúde pública, devendo ser tema presente nos programas de promoção da saúde e prevenção de agravos nos ambientes de trabalho.


Conhecendo-se os fatores de risco para essa doença, que situações devem ser consideradas num programa específico de prevenção e diagnóstico precoce desse agravo?

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Alternativa correta: D - Macrossomia fetal, idade superior a 45 anos e sedentarismo.

1. Tema central da questão

Esta questão aborda os fatores de risco para o diabetes mellitus tipo 2, com foco em sua prevenção e diagnóstico precoce no contexto da saúde do trabalhador. O conhecimento desses fatores é essencial para que programas de saúde ocupacional possam atuar de forma eficaz na promoção da saúde e prevenção de agravos.

2. Base teórica

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica caracterizada pela resistência à insulina e/ou diminuição da secreção desse hormônio. É frequentemente associada a fatores ambientais e genéticos. Entre os principais fatores de risco reconhecidos pelas diretrizes do Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Diabetes (Fonte: Ministério da Saúde) estão:

  • Idade superior a 45 anos
  • Sedentarismo
  • História de macrossomia fetal (filhos nascidos com mais de 4 kg)
  • Sobrepeso/obesidade
  • História familiar de DM2
  • Hipertensão arterial
  • Dislipidemia (colesterol e/ou triglicerídeos elevados)
  • Histórico de diabetes gestacional

3. Justificativa da alternativa correta (D)

Macrossomia fetal indica possível resistência à insulina materna durante a gestação, apontando maior risco para DM2. Idade acima de 45 anos e sedentarismo são fatores clássicos de risco, amplamente reconhecidos em protocolos nacionais e internacionais. Esta alternativa reúne três condições fortemente associadas ao aumento do risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

4. Análise das alternativas incorretas

  • A – Apesar de HDL baixo, triglicerídeos elevados e hipertensão serem fatores de risco, o uso prolongado de diclofenaco potássico não é um fator reconhecido para DM2. Diclofenaco é um anti-inflamatório e não está relacionado ao risco de diabetes.
  • B – O histórico de diabetes gestacional é fator de risco, mas corticosteroides contribuem para hiperglicemia apenas durante seu uso e o histórico familiar de DM tipo 1 não é relevante para DM2, pois são doenças diferentes em fisiopatologia e epidemiologia.
  • CDiurético tiazídico pode aumentar a glicemia, mas não é fator principal para DM2. Tabagismo é fator de risco para doenças cardiovasculares, mas não está entre os principais para DM2. História familiar de DM2 seria relevante, mas isoladamente não configura uma boa alternativa.
  • E – IMC elevado é fator de risco, mas ansiedade não tem relação direta comprovada com DM2. Dieta rica em gordura tem peso menor que sedentarismo, obesidade e outros fatores clássicos.

5. Estratégias de interpretação

Para questões desse tipo, atente-se a:
Palavras-chave (idade, histórico familiar, hábitos de vida).
Fatores farmacológicos raramente são determinantes isolados.
Evite distratores: respostas que misturam fatores corretos a outros irrelevantes ou errados geralmente não são a resposta certa.
Foque nos fatores clássicos amplamente reconhecidos por manuais.

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Comentários

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Macrossomia fetal ??

Resposta: D

São fatores de risco para o diabetes mellitus tipo 2: idade, gênero, etnia, história familiar de diabetes mellitus tipo 2, obesidade, sedentarismo, diabetes gestacional, macrossomia fetal, hipertensão arterial, diminuição do colesterol high-density lipoprotein, aumento dos triglicerídeos, doenças cardiovasculares, síndrome de ovários micropolicísticos, glicemia elevada em testes anteriores, tolerância à glicose diminuída e hemoglobina glicada.

O diabetes mellitus tipo 2 deve ser investigado em adultos de qualquer idade, que estejam com excesso de peso e que tenham um ou mais fatores de risco. Para aqueles sem tais fatores de risco, os testes devem começar aos 45 anos e, se normais, devem ser repetidos pelo menos a cada 3 anos..

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Fonte: https://www.scielo.br/j/ape/a/3T68t9zwFD6KVZmK7JjdRYJ

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