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Q2318448 Medicina
Após o diagnóstico de trombose de prótese ocorrem manifestações de diferentes maneiras, dependendo da gravidade da disfunção da válvula, do tamanho e mobilidade do trombo. Os pacientes podem ser assintomáticos com trombo detectado incidentalmente e, em outros casos, o trombo pode causar embolia, hipotensão, síncope, dispneia, o VE apresenta ciclos de baixa pressão e complacência adequada, uma vez que o débito cardíaco depende da pré-carga, da pós-carga, e do inotropismo apresentam mudanças nos parâmetros afetando a curva PV, tanto a valvopatia aguda como a valvopatia crônica modificam a curva PV, congestão pulmonar e morte súbita. 
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Tema central da questão: A questão aborda a trombose de prótese valvar, complicação grave que pode apresentar ampla variabilidade clínica, desde achados assintomáticos até situações críticas como embolia, hipotensão, insuficiência cardíaca aguda e morte súbita. O manejo e a compreensão dessa condição são essenciais na prática médica, especialmente para provas de concursos.

Justificativa da alternativa correta: (E) Errado

A alternativa correta é Errado, pois embora o início do enunciado traga informações corretas sobre as manifestações clínicas de trombose de prótese valvar, a segunda parte contém incoerência fisiopatológica. O texto afirma que "o VE apresenta ciclos de baixa pressão e complacência adequada, uma vez que o débito cardíaco depende da pré-carga, pós-carga e do inotropismo", o que sugere um estado hemodinâmico preservado nesta condição. Isso não condiz com a realidade clínica da trombose de prótese valvar. Quando há obstrução significativa, especialmente em válvulas esquerdas, espera-se diminuição da complacência ventricular, aumento das pressões de enchimento e possível deterioração do débito cardíaco, podendo culminar em congestão pulmonar e choque cardiogênico.

Conforme destacado na “Atualização das Diretrizes Brasileiras de Valvopatias” (Seção: Trombose de Prótese Valvar): "os pacientes podem ser assintomáticos, com trombo detectado incidentalmente, ou apresentar sintomas como embolia, hipotensão, síncope, dispneia, congestão pulmonar e morte súbita."

Portanto, a manifestação hemodinâmica citada no enunciado está incorreta frente ao esperado na prática clínica e nas diretrizes.

Análise das alternativas:

C) Certo: Incorreta porque a descrição dos ciclos do VE e da manutenção do débito cardíaco é incoerente nos casos de trombose de prótese valvar com impacto hemodinâmico. A complacência ventricular e a hemodinâmica geralmente não estão preservadas, como sugerido.

E) Errado: Correta pois identifica a falha fisiopatológica do enunciado.

Ponto chave para provas: Atenção redobrada às descrições de fisiologia cardíaca em cenários patológicos! Detalhes discrepantes, como “ciclos de baixa pressão e complacência adequada” em quadros graves de obstrução valvar, são pegadinhas clássicas em concursos.

Dica final: Consulte sempre as diretrizes oficiais e materiais de referência como Harrison’s Cardiologia e UpToDate para revisar manifestações clínicas e fisiopatologia das valvopatias.

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Comentários

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A questão apresentada parece versar sobre as consequências clínicas de uma trombose de prótese valvar cardíaca. No entanto, o texto contém informações misturadas e potencialmente confusas. A trombose de prótese valvar pode, de fato, ter manifestações clínicas variadas, desde assintomáticas até graves, incluindo embolias e insuficiência cardíaca. A descrição de que o ventrículo esquerdo (VE) apresenta ciclos de baixa pressão e complacência adequada, no entanto, não é típica da trombose de prótese valvar per se, mas sim de outras condições cardíacas. A complacência refere-se à capacidade do ventrículo de se expandir e contrair e geralmente está comprometida em condições de disfunção diastólica, não sendo diretamente afetada pela presença de um trombo valvar. Além disso, a menção de que o débito cardíaco depende de pré-carga, pós-carga e inotropismo é correta, mas sua relação com a curva pressão-volume (PV) e valvopatias agudas e crônicas é colocada de maneira confusa. Em resumo, a questão parece juntar conceitos válidos de fisiologia cardíaca, mas de uma maneira que não representa corretamente a patologia específica da trombose de prótese valvar. Seria importante reestruturar a questão para que ela reflita com precisão as consequências fisiopatológicas da trombose de prótese valvar e como estas se manifestam clinicamente.

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