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Q2606480 Medicina
        Uma paciente do sexo feminino, de 25 anos de idade, cor branca, após três visitas ao ambulatório de cardiologia, recebeu o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica estágio III, com início recente, havia cerca de 3 meses.

Considerando esse caso clínico, julgue o item a seguir, acerca da investigação e do tratamento de causas de hipertensão arterial sistêmica secundária.


Na suspeita clínica de feocromocitoma como causa de hipertensão secundária, a dosagem de ácido vanilmandélico na urina é o teste mais sensível para o diagnóstico.  

Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Hipertensão arterial secundária por feocromocitoma. Em pacientes jovens com HAS estágio III e início recente, deve-se pensar em causas secundárias. O feocromocitoma cursa com liberação excessiva de catecolaminas.

Por que a alternativa “E - errado” é a correta? A afirmação diz que o ácido vanilmandélico (VMA) urinário é o teste mais sensível para feocromocitoma. Isso é falso. Os testes com maior sensibilidade são as metanefrinas plasmáticas livres e as metanefrinas urinárias fracionadas (24 h). O VMA tem sensibilidade inferior e não é recomendado como exame inicial de triagem.

Fundamentação científica: Diretriz da Endocrine Society recomenda metanefrinas (plasma ou urina) como primeira linha pela maior sensibilidade (~97–99% plasma; ~95–98% urina), enquanto o VMA tem sensibilidade menor e sofre interferência dietética/medicamentosa. Referências: Endocrine Society Guideline (Lenders et al.), UpToDate, Harrison’s, Diretriz de HAS da SBC.

Estratégia de prova e raciocínio clínico: Em jovem com HAS grave de início recente, procure “sinais de alarme”: crises paroxísticas de cefaleia, palpitações e sudorese, palidez, tremor, hipertensão resistente. Diante da suspeita, escolha o exame mais sensível (metanefrinas), não o mais antigo (VMA).

Exames diagnósticos principais:

- Metanefrinas plasmáticas livres: melhor sensibilidade; coletar em decúbito após repouso (20–30 min) para reduzir falso-positivo.

- Metanefrinas urinárias fracionadas (24 h): excelente alternativa.

- VMA urinário: menor sensibilidade; influenciado por dieta (cafeína) e fármacos (tricíclicos, levodopa). Não usar como triagem inicial.

- Testes confirmatórios (situações específicas): supressão com clonidina. Imagem (TC/RM) só após confirmação bioquímica.

Tratamento (resumo para prova): Cirurgia após preparo com bloqueio alfa (fenoxibenzamina ou doxazosina), depois pode associar bloqueio beta se necessário; expandir volume; evitar agentes que liberem catecolaminas.

Análise das alternativas:

- C (certo): Incorreta. O VMA não é o teste mais sensível; diretrizes priorizam metanefrinas (plasma/urina).

- E (errado): Correta como gabarito, pois a assertiva do item é falsa.

Pegadinhas frequentes: VMA é exame “clássico”, mas não o melhor para triagem; cuidado com drogas/dieta que geram falso-positivo; lembre do repouso supino antes da coleta plasmática.

Referências: Endocrine Society Guideline on Pheochromocytoma/Paraganglioma; UpToDate (Diagnosis of pheochromocytoma); Harrison’s Principles of Internal Medicine; Diretriz Brasileira de HAS (SBC).

Gabarito: E

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