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Q736601 Medicina
Em relação à drenagem biliar percutânea nos colangiocarcinomas, assinale a alternativa correta.
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Tema central: Drenagem biliar percutânea (PTBD) no colangiocarcinoma visa descompressão da via biliar obstruída, controle de colangite/prurido, preparo pré-operatório em casos selecionados e paliação quando não há possibilidade de ressecção. Conceitos-chave: patência (tempo livre de obstrução), drenagem unilateral vs bilateral (objetivo: drenar ≥50% do volume hepático, especialmente em lesões hiliares Bismuth III–IV).

Alternativa correta: C – Está alinhada às indicações clássicas da drenagem percutânea:

  • Descompressão da árvore biliar em obstrução maligna (icterícia, prurido, colangite).
  • Dilatação de estenoses biliares (prévia à colocação de stents ou como terapia isolada).
  • Remoção de cálculos em ductos (via colangioscopia percutânea quando indicado).
  • Desvio de bile de ductos com fístulas/lesões (controle de vazamento biliar).
Baseado em diretrizes e revisões (ASGE/ESGE para obstrução maligna hilar e distal; UpToDate, Percutaneous transhepatic biliary drainage). A técnica é versátil e permite tanto drenos externos quanto stents metálicos autoexpansíveis por via percutânea.

Por que as demais estão erradas?

A) “Apenas um sistema ductal” — Falso. É possível acessar ramos direitos e esquerdos e realizar drenagem bilateral quando necessário, especialmente em tumores hiliares, visando drenar a maior fração possível do fígado. Em muitos casos, unilateral é suficiente, mas não é a única possibilidade (ESGE/ASGE).

B) “Mortalidade peroperatória muito alta, não oneroso, sem internação” — Falso. A mortalidade periprocedimento é baixa (≈<1–2%) e o procedimento requer ambiente hospitalar e radiologia intervencionista; pode exigir internação para controle de dor, sepse ou ajuste do dreno. Não é um procedimento “barato” ou ambulatorial simples (UpToDate; diretrizes de prática da radiologia intervencionista).

D) “Patência muito menor que stent plástico” — Falso. Para obstrução maligna, stents metálicos autoexpansíveis (inclusive por via percutânea) têm maior patência e menos reintervenções do que stents plásticos (ASGE/ESGE). A afirmação inverte a evidência.

E) “Principal indicação (95%) é neoplasia benigna” — Falso. A principal indicação é obstrução maligna (colangiocarcinoma, câncer de pâncreas, metástases), não “neoplasia benigna”. Em séries contemporâneas, a maioria dos PTBD é por causas malignas.

Estratégia de prova: desconfie de termos absolutos (“apenas”, “muito alta”, “95%”), compare patência de stents metálicos vs plásticos, e lembre que em lesões hiliares pode ser necessário drenar mais de um sistema para cobrir ≥50% do parênquima hepático.

Referências úteis: ASGE/ESGE Guidelines sobre obstrução biliar maligna; UpToDate – Percutaneous transhepatic biliary drainage; interventional radiology practice standards.

Gabarito: C

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A drenagem biliar percutânea é uma técnica que permite a descompressão da árvore biliar e a remoção de cálculos em ductos biliares, bem como o desvio de bile de ductos defeituosos. Portanto, a alternativa C é a correta. É importante destacar que a técnica não é onerosa, mas pode apresentar uma taxa de mortalidade per-operatória relatada alta. Além disso, a patência das vias biliares obtidas com a inserção de stent plástico é maior do que aquela obtida por meio da drenagem biliar percutânea. A indicação principal para a drenagem percutânea trans-hepática não é a neoplasia benigna, mas sim a obstrução biliar maligna.

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