Em relação à drenagem biliar percutânea nos colangiocarcino...
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Tema central: Drenagem biliar percutânea (PTBD) no colangiocarcinoma visa descompressão da via biliar obstruída, controle de colangite/prurido, preparo pré-operatório em casos selecionados e paliação quando não há possibilidade de ressecção. Conceitos-chave: patência (tempo livre de obstrução), drenagem unilateral vs bilateral (objetivo: drenar ≥50% do volume hepático, especialmente em lesões hiliares Bismuth III–IV).
Alternativa correta: C – Está alinhada às indicações clássicas da drenagem percutânea:
- Descompressão da árvore biliar em obstrução maligna (icterícia, prurido, colangite).
- Dilatação de estenoses biliares (prévia à colocação de stents ou como terapia isolada).
- Remoção de cálculos em ductos (via colangioscopia percutânea quando indicado).
- Desvio de bile de ductos com fístulas/lesões (controle de vazamento biliar).
Por que as demais estão erradas?
A) “Apenas um sistema ductal” — Falso. É possível acessar ramos direitos e esquerdos e realizar drenagem bilateral quando necessário, especialmente em tumores hiliares, visando drenar a maior fração possível do fígado. Em muitos casos, unilateral é suficiente, mas não é a única possibilidade (ESGE/ASGE).
B) “Mortalidade peroperatória muito alta, não oneroso, sem internação” — Falso. A mortalidade periprocedimento é baixa (≈<1–2%) e o procedimento requer ambiente hospitalar e radiologia intervencionista; pode exigir internação para controle de dor, sepse ou ajuste do dreno. Não é um procedimento “barato” ou ambulatorial simples (UpToDate; diretrizes de prática da radiologia intervencionista).
D) “Patência muito menor que stent plástico” — Falso. Para obstrução maligna, stents metálicos autoexpansíveis (inclusive por via percutânea) têm maior patência e menos reintervenções do que stents plásticos (ASGE/ESGE). A afirmação inverte a evidência.
E) “Principal indicação (95%) é neoplasia benigna” — Falso. A principal indicação é obstrução maligna (colangiocarcinoma, câncer de pâncreas, metástases), não “neoplasia benigna”. Em séries contemporâneas, a maioria dos PTBD é por causas malignas.
Estratégia de prova: desconfie de termos absolutos (“apenas”, “muito alta”, “95%”), compare patência de stents metálicos vs plásticos, e lembre que em lesões hiliares pode ser necessário drenar mais de um sistema para cobrir ≥50% do parênquima hepático.
Referências úteis: ASGE/ESGE Guidelines sobre obstrução biliar maligna; UpToDate – Percutaneous transhepatic biliary drainage; interventional radiology practice standards.
Gabarito: C
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