Na passagem “Graças a um instrumento chamado quadrante - e ...

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Q1369832 Português
(...) Outra grande contribuição dos portugueses foi a navegação astronômica. Graças a um instrumento chamado quadrante - e mais tarde ao astrolábio - foram os primeiros a navegar longe da costa e descobriram que era possível voltar da Guiné mais depressa se contornassem os ventos contrários que sopravam na costa africana. Metendo-se em alto-mar, encontraram e povoaram os arquipélagos de Açores e Cabo Verde. Ninguém tinha tecnologia parecida. Era como se os portugueses fossem capazes de ir à Lua enquanto navegantes de outros países só conseguissem voar do Rio a São Paulo em teco-tecos. Os únicos marinheiros capazes de missões parecidas eram os vizinhos espanhóis (...)
Na passagem “Graças a um instrumento chamado quadrante - e mais tarde ao astrolábio - foram os primeiros a navegar longe da costa e descobriram que era possível voltar da Guiné mais depressa se contornassem os ventos contrários que sopravam na costa africana”, o termo em destaque estabelece ideia de:
Alternativas

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Gabarito: B) Condição

Tema central: Conjunções subordinativas e valores semânticos. A palavra-chave é a conjunção “se”, que pode introduzir diversos tipos de orações subordinadas adverbiais (condicionais, causais, concessivas, temporais). Nesta questão, o objetivo é identificar qual valor semântico ela assume no trecho apresentado.

Análise e justificativa: Pela norma-padrão da Língua Portuguesa, quando usamos “se” para indicar que uma ação só acontecerá diante de outra, estamos diante de uma oração subordinada adverbial condicional. Em gramáticas como a de Bechara (“Moderna Gramática Portuguesa”), este uso é descrito como condição necessária para realização da ação principal.

No trecho analisado, “descobriram que era possível voltar da Guiné mais depressa se contornassem os ventos contrários...”, a condição para voltar mais depressa é justamente contornar os ventos contrários. O acontecimento depende desse fator, ou seja, está condicionado a ele. Exemplos clássicos: “Se chover, não sairemos”.

Por que as alternativas erradas não se aplicam?

A) Causa: Indica o motivo pelo qual algo acontece (“porque”, “pois”). Aqui, não se trata de causa, pois não é o motivo do retorno, e sim a condição para que o retorno seja mais rápido.

C) Finalidade: Seria objetivo ou intenção (“para que”, “a fim de que”). A frase não indica a finalidade, mas aquilo que precisa acontecer para o retorno ser rápido.

D) Comparação: Sugere relação de semelhança (“como”, “assim como”). Não existe comparação aqui, e sim dependência entre fatos.

Estratégia para provas: Sempre leia com atenção o trecho e substitua a conjunção proposta por outras palavras típicas daquela função. Se o “se” puder ser substituído mentalmente por “caso”, “na hipótese de”, é condição – como neste caso. Fique alerta, pois muitos alunos confundem causa e condição, mas a condição é sempre algo possível e não uma explicação do motivo, e sim do que depende a realização da ação principal.

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Comentários

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Gab : B

O SE da inicio a uma conjunção condicional.

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