Na analogia estranha que o texto propõe, entende-se que
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: O critério decisivo é reconhecer, no último parágrafo, a analogia explicitada por "tal como", em que o "oceano aterrador" cerca a "terra verdejante" e, em paralelo, os "horrores da metade desconhecida da vida" rodeiam a alma humana. Essa relação de cerco ameaçador em torno de um núcleo de paz define o sentido correto da questão e conduz ao gabarito C.
- Quando o texto explicita uma analogia com marcas como "tal como", identifique quais elementos correspondem a quais, sem ampliar o sentido.
- Separe os campos semânticos em oposição: aqui, mar = ameaça; terra = paz. A alternativa correta precisa preservar essa distribuição.
- Elimine opções que acrescentem conteúdo não dito, como triunfo, utilidade prática ou características atribuídas a elementos que o texto descreve de modo oposto.
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Gabarito: Letra C
Trecho do texto:
3° parágrafo - "você não acha que existe uma analogia estranha com algo dentro de você? Pois, tal como o oceano aterrador cerca a terra verdejante, tambéт há na alma do homem um terreno insular, cheio de paz e alegria, mas rodeado por todos os horrores da metade desconhecida da vida, aquela sobre a qual não temos nenhum controle."
C - as ameaças do mar, que cercam a bela terra insulada, lembram os perigos que rondam a interioridade anímica do homem.
A alternativa correta é a C.
Para chegar a essa conclusão, precisamos analisar a construção da analogia (comparação) feita por Herman Melville no último parágrafo:
O autor estabelece uma relação direta entre o mundo exterior (geografia) e o mundo interior (psicologia/alma):
- O Mar: Representa o "oceano aterrador", as "hordas sem piedade", o canibalismo e a "metade desconhecida da vida" — aquilo que é selvagem e foge ao nosso controle.
- A Terra: Representa o "terreno insular" (a ilha), um lugar de "paz e alegria", verde e dócil.
- O Homem: Possui dentro de si essa mesma divisão. A alma humana tem um refúgio de paz (a ilha/terra), mas ele está cercado por horrores e forças caóticas (o mar) que podem destruir essa estabilidade se o homem se afastar demais do seu centro.
- A: O texto não foca no "triunfo" do homem, mas sim na sua vulnerabilidade diante da força implacável do mar.
- B: O mar não guarda "encantos afáveis" ocultos; o texto diz que ele oculta "criaturas temidas" e "canibalismo" sob matizes azuis. A beleza é descrita como "diabólica".
- D: O texto é um alerta. Ele sugere justamente que o homem deve se acautelar ("Que você não se afaste dessa ilha"), ao contrário do que afirma a alternativa.
- E: Embora o texto mencione a fúria do mar, a analogia principal não é sobre a "ferocidade das turbulências humanas", mas sobre como a paz interior (a ilha) é cercada e ameaçada pelo desconhecido e pelo incontrolável (o mar).
Resumo: A alternativa C sintetiza perfeitamente a imagem do texto: a terra insulada (paz da alma) cercada pelas ameaças do mar (os perigos da metade desconhecida da vida).
GAB C - "Terreno Insular" → Analogia Psicológica
A palavra "insular" vem de ilha. Na analogia, o autor coloca a consciência humana como uma pequena ilha de clareza e paz cercada por um oceano vasto, escuro e canibal (o inconsciente ou o destino). É uma imagem literária poderosa para descrever a fragilidade da nossa estabilidade emocional.
Na frase: "Há na alma do homem um terreno insular... rodeado por todos os horrores." O autor usa a geografia para explicar a psicologia: a ilha é o que conhecemos e controlamos; o mar é o que nos ameaça e nos ultrapassa.
BIZU CRISTÃO: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Provérbios 4:23
A recomendação bíblica é o "Bizu" perfeito para o conselho final de Melville: "Que você não se afaste dessa ilha". Guardar o coração é proteger esse terreno insular de paz. Assim como o cronista alerta para o perigo de se perder no oceano da vida, o texto sagrado ensina que a nossa prioridade é manter a integridade dessa "ilha" interior, pois se a perdermos, perdemos a nossa própria fonte de vida.
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