Não Há um Canto da FavelaNão há um canto de favela que não ...
Não Há um Canto da Favela
Não há um canto de favela
que não guarde uma história.
Não há um canto de favela
que não tenha um conto pra contar.
Não há um canto de favela
que não guarde histórias
nas marcas da última enchente
nas paredes dos barracos
que levou água abaixo
tvs, vídeos, geladeiras
armários, roupas, panelas
que ficou-se devendo prestações
mas com sorte saiu-se com vida.
<http://poesiafavela.blogspot.com.br/2010/09/nao-ha-um-canto-da-favela.html >. (Fragmento).
O processo de urbanização no Brasil teve início no século XX, a partir do processo de industrialização, que funcionou como um dos principais fatores para o deslocamento da população da área rural em direção à área urbana. Esse deslocamento provocou a mudança de um modelo agrário-exportador para um modelo urbano-industrial. Atualmente, mais de 80% da população brasileira vive em áreas urbanas, o que equivale aos níveis de urbanização dos países desenvolvidos. Referenciando-se pelas características da urbanização brasileira, verifica-se que o problema urbano tratado no poema é :
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: E
Fundamento decisivo: As expressões "favela", "paredes dos barracos" e "marcas da última enchente" indicam assentamento precário e vulnerabilidade habitacional, o que conduz à alternativa E.
- Primeiro identifique o núcleo material do texto: aqui, "favela" e "barracos" apontam para habitação precária.
- Diferencie problema estrutural do evento agravante: a enchente reforça a vulnerabilidade, mas não substitui o tema central da moradia.
- Elimine alternativas sem apoio textual direto, mesmo que tratem de problemas urbanos reais.
- Quando a redação da alternativa trouxer um termo discutível, verifique se o núcleo dela ainda coincide com a evidência principal do enunciado.
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