"Assim, o que você está fazendo nem precisa ser algo que vo...

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Q3367859 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como fazer resoluções de mudanças na vida e realmente cumpri-las


Há alguma mudança que você gostaria de fazer na sua vida? Quem sabe finalmente escrever aquele romance em que vem pensando há anos. Ou talvez você ache que está na hora de começar a economizar dinheiro para viajar nas férias ou para dar entrada na compra de uma casa ou apartamento. Ou você simplesmente gostaria de melhorar seu condicionamento físico.


Isso é maravilhoso. Mas todos nós sabemos que pode ser difícil se ater a esse tipo de mudança. Os números de matriculados nas academias de ginástica sugerem que metade dos alunos novos desiste em seis meses, e muitos de nós temos evidências de hobbies outrora amados espalhadas por nossas casas.


Para escrever aquele livro, por exemplo, você precisará encontrar tempo para isso e persistir, mesmo quando a situação apertar e o entusiasmo inicial desaparecer.


Primeiro, você deve se perguntar por que está fazendo isso.


Minha pesquisa analisa a psicologia de fazer mudanças por meio das lentes do que é conhecido como teoria da autodeterminação, que propõe que há diferentes formas de motivação. Elas vão desde, por exemplo, estar motivado a fazer algo porque alguém está obrigando você a fazer, até estar motivado porque você acha que é divertido.


Olhando desta forma, as grandes mudanças, como se capacitar para uma nova carreira, e as menores, como participar de uma aula de ginástica semanal, são todas iguais. O que importa é o motivo que você tem para fazer isso.


Encontre o motivo certo


Você pode ter mais de um motivo para fazer uma mudança. Talvez você queira começar algo porque é uma tendência do TikTok, e todo mundo parece estar fazendo isso, ou talvez a sugestão esteja vindo de alguém que faz parte da sua vida. Estes são motivos externos para fazer algo, e este tipo de motivação tem menos chance de ser bem-sucedida.


Concentre-se naquelas que estão "internalizadas", que vêm de dentro de você. Se você conseguir encontrar uma razão pela qual a mudança é importante para você, e tiver sua própria motivação para colocá-la em prática, é muito mais provável que você se atenha a ela. Precisa ser algo que esteja alinhado com seus valores, algo em que você acredite.


Assim, o que você está fazendo nem precisa ser algo que você goste, desde que seja algo que você sinta que é importante para você.


Pense na decisão de economizar dinheiro, por exemplo.


Esta não é uma atividade inerentemente divertida para a maioria das pessoas, mas o ato de economizar pode ser importante devido ao que representa ou ao que isso leva — a viagem de férias ou a casa que você poderia comprar com o dinheiro que guardou. Quando começar a vacilar na sua meta, pensar neste motivo pessoal ajudará você a seguir adiante.


Há dois outros conceitos importantes da teoria da autodeterminação misturados à ideia de uma ação alinhada aos valores pessoais. Quando você faz algo que vem dos seus valores, você deve estar agindo com autonomia — fazendo algo que quer fazer, não algo que outras pessoas obrigaram você a fazer.


Esse é um conceito-chave na teoria, mas pode ser difícil alinhar com coisas como trabalho ou estudo. Talvez sua meta seja se dedicar ao trabalho ou tirar uma boa nota nos estudos. Mas a maioria das pessoas tem um chefe, ou orientador, e a função deles é instruir você sobre o que fazer.


Se você for professor, precisa trabalhar de acordo com o horário da escola, quer goste ou não. No entanto, em outros trabalhos nos quais você estiver mais motivado, poderá fazer algumas escolhas por si mesmo. O magistério é um exemplo interessante de quando isso não acontece, pois, na Inglaterra, essa profissão, que já era bastante estruturada, tornou-se ainda mais rígida nos últimos anos, coincidindo com um problema de recrutamento e retenção. 


A autonomia do professor é amplamente estudada e considerada importante, mesmo fora da teoria da autodeterminação, e a percepção da falta de autonomia é provavelmente um dos motivos pelos quais as pessoas podem querer deixar o emprego.


Disponível em:https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0m13 jn0jnmo - adaptado
"Assim, o que você está fazendo nem precisa ser algo que você goste."

O enunciado acima apresenta um erro gramatical de:
Alternativas

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Comentário da questão – Sintaxe – Regência verbal

Tema central: A questão aborda regência verbal, isto é, a relação de dependência que o verbo estabelece com seus complementos. Na norma-padrão, cada verbo pode exigir, ou não, uma preposição para ligar-se ao seu objeto.

Análise da alternativa correta (C – Regência verbal):

No trecho "o que você está fazendo nem precisa ser algo que você goste", temos o verbo gostar. Segundo as gramáticas de referência (Cunha & Cintra; Bechara), o verbo “gostar” é transitivo indireto, exigindo obrigatoriamente a preposição de:

  • Correto: “algo de que você goste”.
  • Incorreto: “algo que você goste”.

Dessa forma, a ausência da preposição ‘de’ caracteriza um erro de regência verbal.

Análise das alternativas incorretas:

A) Concordância verbal: seria erro na relação entre o verbo e o sujeito. O verbo “goste” está corretamente no singular, acompanhando “você”.
B) Concordância nominal: refere-se à relação entre substantivos, adjetivos, artigos, pronomes. Não há infração dessa ordem.
D) Acentuação: todas as palavras estão devidamente acentuadas.
E) Ortografia: não há palavras escritas de forma errada.

Dica de prova: Quando houver verbo que costuma exigir preposição (como “gostar de”, “precisar de”), preste atenção em eventuais omissões, principalmente diante do uso de pronomes relativos (“que”, “quem”), pois é onde a regência costuma ser violada!

Resumo da regra: O verbo “gostar”, na norma culta, requer a preposição “de” antes do complemento: “gostar de algo”, “de que gosta”. Sempre verifique se ela está presente nas questões de regência.

Referências: Nova Gramática do Português Contemporâneo (Cunha & Cintra) e Moderna Gramática Portuguesa (Bechara).

Portanto, a resposta correta é a letra C.

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Comentários

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Quem precisa, precisa DE algo (VTI).

"Assim, o que você está fazendo nem precisa DE ser algo que você goste."

LETRA C

Quem gosta, gosta "de".

"Assim, o que você está fazendo nem precisa ser algo de que você goste".

Combati o bom combate, acabei a carreira e mantive a Fé. 2 Timoteo 4:7

RUMO A PPES 2025

Concordância verbal → verbo ↔ sujeito.

Concordância nominal → adjetivos/artigos/pronomes ↔ substantivos.

Regência verbal → verbo ↔ complemento (com ou sem preposição).

essa questão seria anulada .

Não há erro gramatical claro na frase.

  • “Precisar ser algo que você goste” está correto.
  • Concordância verbal e nominal, regência, acentuação e ortografia estão corretas.

Alternativas enganosas ou ambíguas.

  • A banca provavelmente quis pegar o candidato na suposta regência do verbo “precisar”, mas como o uso sem preposição é aceitável, a questão fica equivocada.

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